Não São Precisos Patrões para Fazer Tapetes de Arraiolos

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As condições de trabalho das tapeteiras de Arraiolos, e o papel desempenhado pela Cooperativa local, numa atividade e numa sociedade em mutação após a revolução do 25 de abril de 1974.

  • Nome do Programa: Não São Precisos Patrões para Fazer Tapetes de Arraiolos
  • Nome da série: A Gente Que Nós Somos
  • Locais: Arraiolos
  • Temas: Sociedade, Trabalho
  • Canal: RTP 1
  • Menções de responsabilidade: Autor: Alexandre O'Neill e Jorge Listopad
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Preto e Branco
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 4:3

Resumo Analítico

Placa indicativa de direções para Lisboa/Arraiolos e Espanha/Estremoz; paisagem da vila e do Castelo de Arraiolos, ou Paço dos Alcaides; movimento de rua; imagem noturna da fachada da Câmara Municipal de Arraiolos; sombra de candeeiro; burro preso a carroça; homens; capa do “Diário do Sul”, nº 1735, colado em vidro de porta; plano, ao nível das mãos, de mulher a enrolar fio de lã; cartaz “Não São Precisos Patrões Para Fazer Tapetes de Arraiolos: Avante a Cooperativa”; documento sublinhado; habitações; loiça e pão em cima de mesa. 03m25: Declarações de homem idoso, com 75 anos e agricultor, sobre a importância de ter passar por experiências durante a vida. 03m54: Declarações de tapeteiras sobre as razões que levaram à criação da cooperativa, as condições de trabalho antes e depois do 25 de abril, ações reivindicativas das tapeteiras, situação financeira das tapeteiras, promessas de Mário Murteira, ministro dos Assuntos Sociais, e de Costa Martins, ministro do Trabalho, do Primeiro Governo Provisório de 1974, em financiar o início da cooperativa, problemas financeiros da cooperativa, apelo às tapeteiras de Portugal e a exploração das tapeteiras por parte dos patrões, alternado com declarações de Ribeiro, membro do cooperativa, sobre o primeiro acordo coletivo de trabalho na indústria de Arraiolos, em 1972, despedimentos em fábricas, condições de trabalho, a criação da cooperativa, união das tapeteiras somente depois do 25 de abril e a importância do processo de cooperativas; com mulheres a executarem atividades de tapeçaria; exterior de tapeçaria e parede branca com a frase “Lê a verdade, o jornal que os patrões não gostam de ler”. 20m29: Tapeteira pede ao pai, homem idoso, 75 anos e agricultor, que conte como foi a sua vida na agricultura seguido das declarações do mesmo sobre o trabalho na referida atividade, a sua vida familiar; intervenção da tapeteira sobre a reforma que o pai vai receber, proveniente do subsídio de velhice, atribuído pela Casa do Povo, e a reforma que o patrão do mesmo vai ou não pagar tendo em conta os 56 anos de trabalho “O meu pai não gosta de abordar este ponto porque ainda assim o patrãozinho dele não se vá lá ofender muito”; declarações do pai sobre os benefícios do negócio em que trabalhou toda a vida e intervenção da tapeteira sobre a diferença do valor do salário do pai antes e depois do 25 de abril, alternado com tachos junto a fogueira e loiça e pão em cima de mesa. 27m49: Declarações de Ribeiro sobre o desemprego que afeta o trabalho rural e o processo da coletiva. 28m16: Reunião da cooperativa sobre as propostas enviadas à sede, entre as quais dos sócios de apoio do Grupo de Lisboa; plano aproximados de padrões e tapetes. 29m01: Declarações de tapeteira sobre quando aprendeu a atividade de tapeçaria, possíveis origens dos tapetes remetendo para os mouros, venda dos tapetes que fomentou a aprendizagem da atividade, tapeçaria enquanto trabalho manual importante em Portugal e a cooperativa de Arraiolos, alternado com capa e páginas do livro “História e Técnica dos Tapetes de Arraiolos” de F. Baptista de Oliveira e planos aproximados de padrões de tapetes. 33m00: Declarações de homem sobre o mercado e o início da exportação dos tapetes de Arraiolos, a garantida de qualidade e quantidade da produção, o apoio comercial e a problemática económica que envolve a exportação dos tapetes, alternado com sombra de candeeiro com voz off “Ambiente da vila de Arraiolos”; movimento de rua e exteriores de habitações. 35m06: Declarações de mulher brasileira, membro da cooperativa, sobre o trabalho que realiza na cooperativa, a importância de ter sido aceite como sócia, o trabalho em conjunto com as tapeteiras, o despedimento e encerramento das fábricas que afetaram as tapeteiras, a situação atual de trabalho das tapeteiras, importância da existência da cooperativa, o valor artístico do trabalho das tapeteiras e as consequência do falhanço da cooperativa, alternado com mulheres a executarem atividades de tapeçaria, placas identificativas “Carpetes DNUNO: Fábrica de Tapetes de Arraiolos, LDA”, “Tapetes Kalifa”; crianças sentadas em escadas; mulher brasileira questiona tapeteiras sobre o trabalho e a cooperativa e movimento de rua.

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