Máscaras de Trás-os-Montes

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Programa sobre as máscaras utilizadas em Trás-os-Montes na Festa dos Rapazes e na Festa de Santo Estevão, sobretudo nas regiões de Bragança e Mogadouro. Depoimentos de Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamin Pereira, contextualizando dum ponto de vista etnológico e antropológico as cerimónias, os significados, e as funções sociais das máscaras e da cultura que lhes está associada.

  • Nome do Programa: Máscaras de Trás-os-Montes
  • Nome da série: Museu Aberto
  • Locais: Trás-os-Montes, Bragança, Mogadouro
  • Personalidades: Ernesto Veiga Oliveira, Benjamim Pereira
  • Temas: Artes e Cultura, História, Sociedade
  • Canal: RTP 1
  • Menções de responsabilidade: Autor: Alexandre O´Neill e Jorge Listopad
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Preto e Branco
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 4:3

Resumo Analítico

Ernesto Veiga de Oliveira, etnólogo, disserta sobre algumas das máscaras transmontanas recolhidas na região de Trás-os-Montes, pertencentes à coleção metropolitana do MEU, com destaque para o material utilizado (madeira, couro, lata, trapo, pneumático velho), o conceito de máscara integrado em cerimónias/festividades que simbolizam e caracterizam o ciclo do inverno, nomeadamente as Festas dos Rapazes no distrito de Bragança, as festas do Santo Estevão, do Natal e dos reis e ainda algumas que foram transpostas para o ciclo do carnaval. 01h14m45: Fotografia de homem com máscara e trajes característicos do natal da povoação da Bemposta no concelho do Mogadouro; Ernesto Veiga de Oliveira introduz Benjamin Pereira, etnólogo; máscaras alternado com Benjamin Pereira, etnólogo, explica a cerimónia em que a máscara se insere bem como o seu contexto em que exerce uma ação e objeto muito específico cujo direito de utilização é definido mediante um leilão noturno e a crença da máscara possuir um poder de afastar certos perigos. 16m50: Ernesto Veiga de Oliveira refere-se à máscara enquanto representante de uma “sobreposição de conceções e de épocas”, a assimilação da prática pelas instituições eclesiásticas e a integração total da “personagem” nas festividades natalícias e faz comparação com as máscaras da Europa; fotografias de mascarados com a máscara e trajes característicos do natal; Benjamim Pereira refere a forma como recolheram as máscaras para o MEU e a substituição das máscaras originais por cópias a serem utilizadas nas cerimónias. 01h20m04: Ernesto Veiga de Oliveira refere as máscaras associadas às Festa dos Rapazes no distrito de Bragança, que consiste em ritos que simbolizam a passagem do rapaz de uma idade infantil para uma adulta, e às Festas de Santo Estevão bem como os mascarados associados a estas e explica a forma como a cerimónia decorre com destaque para o papel dos “mordomos”, a gastronomia presente na cerimónia e a presença dos mascarados/caretos que representam uma ideia de “diabolismo benigno” alternado com fotografias de caretos durante a Festa de Santo Estevão; máscara de Vila Boa de Ousilhão em Vinhais; fotografias da mesa comunitária da Festa de Santo Estevão exclusivamente para os homens da aldeia; da mesa onde decorre a cerimónia dos Mordomos; de mulheres com oferendas posteriormente leiloadas; de mascarados/caretos. 01h25m30: Máscaras e fotografias de mulheres a cozinhar e de mascarados/caretos com voz off a explica o poder das máscaras em relação às mulheres e aos restantes espaços da aldeia com exceção da igreja, a relação de sincretismo entre o padre e as máscaras, a exclusividade dos homens enquanto utilizadores das máscaras, as crenças associadas à utilização das máscaras e à morte, a importância social da mesa comunitária representativa de “todos os símbolos da sociedade estão ali afirmados e instaurados” e elemento de forte coesão social e a crítica social efetuada através dos mascarados.

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