Maria Flor Pedroso entrevista Silva Peneda
Maria Flor Pedroso, jornalista e editora de política da Antena 1, entrevista no estúdio da rádio, Silva Peneda, presidente do Conselho Económico e Social (CES), que começa por explicar a sua escolha musical, "Talvez" com interpretação de Carminho, letra de Vasco Graça Moura e música de Mário Pacheco e comenta a frase por si proferida em entrevista anterior "Sofremos demais para os sacrifícios que tivemos"; fala sobre o Orçamento do Estado para 2015 e adianta que "falta ao governo uma visão de médio prazo" onde "a condicionante financeira se sobrepõe a tudo"; fala do "programa (compromisso) para a década" preconizado pelos parceiros sociais sendo da maior importância a coesão social; comenta o parecer que o CES fez às "Grandes Opções do Plano" e o estudo feito pela Universidade Católica que põe em causa o cenário macro-económico traçado pelo governo para o qual o CES já tinha avisado; fala do problema de correlação de forças onde as "forças dogmáticas do norte da Europa impõem regras" às quais Portugal não consegue fazer frente e considera valer a pena ouvir o discurso de Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu onde este aponta a necessidade de serem tomadas "medidas não convencionais"; critica o facto de na Zona Euro existirem dezoito dívidas públicas diferentes; diz que a "política de austeridade (...) é um falhanço"; defende "que na Zona Euro tem que haver uma câmara parlamentar composta por deputados dos estados membros"; julga que é "inevitável" com ou sem mudança de "protagonistas" um "compromisso de médio prazo"; considera que foi "uma inovação" as eleições primárias, utilizadas pelo PS na escolha do novo líder do partido; sendo militante de base do PSD não se sente desconfortável apesar de não estar de acordo com muitas das políticas governamentais; comenta a frase por si proferida "Hoje a legitimidade política não se esgota no ato eleitoral, tem que ver com a forma como o poder político se relaciona com os poderes não partidários"; comenta a negociação final, algo irregular, que conduziu ao aumento do salário mínimo nacional; acha " lamentável" a reação europeia ao aumento do salário mínimo nacional e espera que Jean-Claude Juncker, novo presidente da Comissão Europeia, altere o "paradigma europeu"; diz que "para já", mantém o cargo que ocupa, que terminará com o fim da legislatura atual; diz que participará nas comemorações do 40º aniversário do PSD e diz que "dadas as circunstâncias atuais é uma inevitabilidade" o PSD concorrer coligado com o CDS-PP e considera que "é uma carta completamente fora do baralho" a sua candidatura a Presidente da República.