Maria Flor Pedroso entrevista António Marinho e Pinto
Maria Flor Pedroso, jornalista e editora de política da Antena 1, entrevista no estúdio da rádio, António Marinho e Pinto, eurodeputado pelo Movimento Partido da Terra (MPT) que começa por explicar a sua escolha musical, "Com toda la mar de trás" de Patxi Andión, fala do novo Partido Democrático Republicano (PDR), do qual é fundador e considera vai trazer "uma nova forma de olhar a política"; critica a promiscuidade entre negócios e políticos com atuações que considera escandalosas e que não merecem investigações aprofundadas; explica que tentou abrir o MPT à sociedade, iniciativa que não teve sucesso e diz quais os obstáculos que o "obrigaram" a sair do MPT e a criar o PDR; diz que poderia fazer coligações com o PS, PSD ou PCP, que considera ser "os três grandes partidos da democracia portuguesa"; acha que o" PCP tem que ir para o governo", "tem que fazer cedências" pois "é muito cómodo estar fora do poder"; diz que antes de ir para o Parlamento Europeu não sabia o elevado valor do salário e os poucos impostos que pagam; critica a fraca assiduidade dos deputados europeus às sessões parlamentares, e o facto de não terem " iniciativa legislativa"; considera "uma ignomínia" o salário de um deputado europeu quando estão a "representar politicamente um povo cujo salário mínimo nacional é inferior a ?500"; critica a isenção de impostos para os partidos políticos enquanto "os cidadãos são esmifrados com impostos"; critica o comportamento dos jornalistas; rejeita a ideia de em 2016, concorrer à presidência da república, não faz "planos a tão longo prazo"; diz que se estivesse na Assembleia da República votaria contra os orçamentos do Estado apresentados pelo atual governo; enumera "as linhas de força" do PDR como sendo a "defesa intransigente e absoluta da liberdade", "pôr a justiça a funcionar", "justiça social", "a solidariedade", e o "aprofundamento da democracia política, da democracia económica e da democracia social; acha que o PS atual com António Costa, está em piores condições do que quando tinha António José Seguro como secretário-geral" e acrescenta "só falta agora que o dr. António Costa ganhe as eleições com maioria absoluta e o Guterres seja presidente da República, que é a cereja sobre o bolo, para temos outra vez o pântano em todo o seu esplendor"; e a pergunta que como jornalista, faria a si próprio, é: "Porque é que anda metido nisto, porque é que resolvi assumir mais um combate, você não respeita a sua família?; critica Ricardo Araújo Pereira, humorista por lhe ter chamado "inergúmeno" pelo facto de não partilharem as mesmas ideias sobre a co-adoção por homossexuais; diz que esteve preso antes do 25 de abril e que lutou pela liberdade de expressão mas que a mesma" não pode ser "o insulto pessoal".