Hotel Ritz
Programa de caráter documental apresentado por Paula Moura Pinheiro que convida Ana Magalhães e Rui Afonso Santos para uma visita guiada ao Hotel Ritz em Lisboa, um edifício icónico da cidade que tem uma das mais interessantes coleções de artes decorativas do país e um testemunho exemplar de como se faziam as coisas no Portugal de 1950.
Resumo Analítico
Vista aérea e fachada do Hotel Ritz, interior do hotel destacando-se várias obras de arte "A Festa" de Almada Negreiros, "Lisboa das Sete Colinas" de Estrela Faria, painéis decorativos embutidos de Fred Kradolfer, fotografia de António de Oliveira Salazar, que resistente a tudo o que fosse luxo e ostentação demorou a reconhecer que Lisboa precisava de um grande hotel como qualquer outra capital europeia, esboço do interior do hotel, Lisboa assinalada no mapa de Portugal, vista aérea do Hotel Ritz e da zona envolvente, exteriores e fachada do hotel. Ana Magalhães, arquiteta, sobre o edifício icónico que considera um marco na cidade de Lisboa, a forma e a monumentalidade do hotel, intercalado com vista aérea da unidade hoteleira, fotografias de Porfírio Pardal Monteiro, arquiteto do projeto do Hotel Ritz, do Pártenon, em Atenas, do templo grego consagrado a Atena e a Posídon, "Erecteion", no Pártenon, e do Hotel Ritz, exterior do hotel, fotografia de uma Unidade de habitação de Marselha de 1952 e do Hotel Ritz em 1959, entrada do hotel, fotografia de Pardal Monteiro, vista aérea do hotel, esboços da entrada do hotel, terraços do hotel, Ana Magalhães sobre o arquiteto Pardal Monteiro e as suas grandes obras na cidade de Lisboa, fotografias da estação do Cais do Sodré, edifício do Diário de Notícias, Instituto Superior Técnico, Gare Marítima de Alcântara e Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, a robustez e os materiais utilizados na construção das obras do arquiteto, fachada e entrada do hotel, as críticas da nova geração de arquitetos portugueses dos anos 50 do século XX ao modernismo do edifício de Pardal Monteiro, fotografia do hotel em construção, Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, uma das primeiras obras do arquiteto Álvaro Siza Vieira. Vista aérea do Hotel Ritz, interior do hotel, Ana Magalhães a propósito do contexto político e cultural de Portugal na década de 50 do século XX, que influenciaram a construção do hotel, a necessidade da criação de um hotel de luxo em Lisboa, fotografia de António de Oliveira Salazar, resistente à ideia do luxo acaba por se empenhar pedindo aos seus mais próximos que façam uma lista com os capitalistas eventualmente interessados e é assim que monta a Sociedade de Investimentos Imobiliários que tinha como sócio Ricardo do Espírito Santo Silva, ilustrado com fotografias, avançando com o empreendimento, fotografia de Porfírio Pardal Monteiro, do terreno onde o hotel foi construído e do hotel em construção, fotografia de António Oliveira de Salazar, declarações do próprio onde afirma "É evidentemente necessária a existência de um grande hotel de primeira ordem em Lisboa", fotografias do terreno, o investimento no projeto e a figura de Salazar, fotografia do interior do hotel, vista aérea do hotel, interiores do hotel destacando-se várias obras de arte em exposição, fotografias da maquete do Hotel Ritz, a morte do arquiteto Pardal Pinheiro antes da inauguração do hotel. Interior do hotel, janelas com vista para a cidade, fotografia antiga do hotel, a qualidade dos serviços e a quantidade de funcionários para garantir a excelência do serviço, chef prepara refeições na cozinha, empratamento de comida gourmet, corredores e escadaria do hotel, desenho do hotel, as artes decorativas que embelezam o hotel destacando-se uma coluna revestida pela cerâmica de Querubim Lapa, painel de azulejos de padrão de Hansi Stael, Ana Magalhães sobre a integração das três artes, arquitetura, pintura e escultura nos projetos de várias obras da década de 50 do século XX, fotografia de Porfírio Pardal Monteiro e do artista Almada Negreiros, que trabalharam muitas vezes em conjunto, fotografia de Nikias Skapinakis, pintor português de origem grega, que dizia que o Hotel Ritz era como uma manta de retalhos, António de Oliveira Salazar e o seu Governo também não gostaram da imagem do edifício, fotografia da maquete do Hotel Ritz, destaque para pormenores da coluna de Querubim Lapa. Rui Afonso Santos, historiados de arte e design, a propósito de nem modernos nem conservadores terem gostado do Hotel Ritz aquando da sua inauguração em 1959, fotografia de António de Oliveira Salazar, que só visitou uma vez o hotel numa pré-inauguração, tendo recusado estar presente no dia da inauguração, as críticas do pintor Nikias Skapinakis que caracterizou o hotel como uma manta de retalhos, e dos conservadores que não gostaram dos apontamentos modernos e radicais como a coluna de Querubim Lapa, destaque para coluna, considerada uma obra-prima de cerâmica do século XX em Portugal. Rui Afonso Santos destaca laca de ouro que reveste parede de hotel, teto e mármores que revestem paredes envolventes, escultura de Jorge Vieira, zona da piscina interior e SPA, arca de Sena da Silva e António Alfredo, escultura de Estrela Faria, dorso de Martins Correia, interiores do hotel, desenho mural do escultor Martins Correia, Rui Afonso Santos caracteriza o hotel como um museu de artes decorativas modernas portuguesas, a transição de espaços na intemporalidade, destaque para aplique de cristal e para mesas e cadeiras de estilo império executadas pelas oficinas Ricardo Espírito Santo, sala de refeições decorada pelo cenógrafo Lucien Donnat, destaque para lavabo da autoria do escultor Lagoa Henriques e outras peças de artes decorativas, destaque para as tapeçarias de Sarah Afonso, de Carlos Calvet e de Pedro Leitão, fotografia de Jean Lurçat, e de Almada Negreiros, destaque para tapeçarias de Almada Negreiros na área lounge do hotel. Rui Afonso Santos destaca a composição tridimensional da autoria de Almada Negreiros numa das paredes centrais do hotel, fachada do Hotel Ritz Four Seasons iluminado à noite, fachada com escultura em baixo relevo do escultor Barata Feio, que narra a história mítica da fundação de Lisboa, destaque também para esculturas de Joaquim Correia na fachada, e escultura na entrada do hotel da autoria do escultor António Duarte.