Concerto “La Chanson de Combat Portugaise”

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Em 1970, se muitos portugueses partiam do seu país à procura de trabalho ou melhores condições de vida, outros faziam o mesmo por razões políticas. Este é o registo áudio do espetáculo realizado no dia 10 de novembro desse ano, no auditório da Maison de la Mutualité em Paris, um concerto que recebeu a designação de "Chanson de Combat Portugaise". Nele participaram os cantores de intervenção Sérgio Godinho, José Mário Branco, Tino Flores e Luís Cília, na altura todos exilados em França, e ainda José Afonso. Já perto do final, a atuação deste último é interrompida por um grupo de extrema esquerda, acusando o cantor de pactuar com o sistema, permanecendo em Portugal em vez de preferir o exílio.

  • Nome do Programa: Concerto "La Chanson de Combat Portugaise"
  • Locais: Paris
  • Personalidades: José Afonso, José Mário Branco, Luis Cília, Sérgio Godinho, Tino Flores
  • Temas: Artes e Cultura, Política, Sociedade
  • Canal: Antena1
  • Som: Mono

Resumo Analítico

1. É apresentado Sérgio Godinho que diz “os portugueses percebem francês mas os franceses não compreendem português” 2. Sérgio Godinho “Que bom que é” [interrompido pelo público] 3. É anunciado Tino Flores 4. Tino Flores entra em diálogo com elementos do público por causa de apresentar as músicas em francês 5. Tino Flores anuncia “vocês vão ouvir uma vez mais o Mário Branco” 6. Intervalo / Corte / Referência de Luís Cília à presença de alguns bascos na sala e aos nacionalistas presos em Burgos 7. Durante anúncio da canção seguinte ("Sou barco") há várias interrupções do público. Luís Cília ironiza: “A polícia portuguesa está bem organizada”. Referência às festas no consulado português com cantores fascistas. 8. Novas interrupções do público. Luís Cília: “Se tu és um operário estúpido, os outros não são. Há estúpidos em toda a parte.” 3/3 9. Luís Cília faz referência a panfleto distribuído à entrada e apresenta José Afonso / José Afonso refere-se ao panfleto a aos seus autores “sentados no café do Luxemburgo” enquanto esperam que “os cantores façam a revolução” 10. Agitação na sala. José Afonso: “E pá que excitação, pá.” 11. Agitação na sala. 12. Agitação na sala, com palavras de ordem. José Afonso anuncia "Cantar Alentejano" mas não consegue iniciar a canção. Troca de palavras com elemento do público que fala ao microfone

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