As Perfeitíssimas – Parte I
Primeira parte do programa apresentado por Natália Correia, poetisa e escritora, sobre o lado matriarcal da vida portuguesa, onde aborda a vida de Filipa de Lencastre, mãe da ínclita geração, e de Leonor de Lencastre e da sua obra social e cultural que perdura.
Resumo Analítico
Natália Correia fala do dilema que este programa lhe coloca, de dar primazia a Filipa de Lencastre ou a Leonor de Lencastre, sua bisneta. Retrato de Filipa de Lencastre, filha de João de Gante de Inglaterra, tapeçaria de Portalegre alusiva ao encontro de Dom João I com João de Gante, Natália Correia fala do casamento de Dom João I com D. Filipa no Porto, vista do Porto, fachada da Sé do Porto, gravura alusiva ao casamento real. Natália Correia fala da influência de Filipa de Lencastre na "britanização dos costumes", exterior do Palácio Nacional de Sintra, interior da cozinha do palácio com as suas chaminés cónicas, que teria sido desenhada pela rainha segundo um modelo inglês, interior e pormenores da decoração da capela do palácio. Natália Correia fala das novas regras morais que imperam por influência da rainha, pormenor da decoração do teto da sala das pegas, cenário da traição amorosa de Dom João I. Natália Correia conta que foi neste palácio que a empresa de Ceuta foi decidida, interior da Sala das Sereias onde Dom João terá dormido durante as obras do palácio, os atores, Fátima Murta e José Nogueira Ramos interpretam diálogo entre Filipa de Lencastre e Dom João I, ilustrando o carácter espartano da educação que dava aos filhos. Natália Correia fala da ínclita geração, os filhos de Dona Filipa e D. João I que marcaram a história, estátua de Dom Duarte, sucessor do pai no trono, retrato de Dom Pedro, regente do reino, estátua do Infante Dom Henrique no padrão dos Descobrimentos, Cabo de São Vicente, gravuras de Dona Filipa no leito de morte entregando espadas aos filhos com virtuosas recomendações, túmulos de D. Filipa, de Dom João I e dos filhos no Mosteiro da Batalha, retrato do infante D. Fernando, que morreu no cativeiro em Fez. Natália Correia fala de Dona Isabel, duquesa de Borgonha, infanta menos conhecida da ínclita geração, que teve um papel importante na história da Europa ao representar, Filipe, o Bom, seu marido, em várias missões diplomáticas, painéis de São Vicente onde, segundo alguns, Dona Isabel é retratada na mulher idosa em trajes de freira, retrato de Dona Isabel da autoria de Petrus Christus, Natália Correia dá início à parte do programa dedicada a Leonor de Lencastre, bisneta de Filipa de Lencastre e mulher de Dom João II, intercalado com retrato de Dona Leonor. Dom João II retratado na primeira página do códice iluminado do "Livro dos Copos", Natália Correia fala da obra da rainha em benefício das classes humildes, estátua de Dona Leonor, da autoria de Francisco Franco. Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, mandada construir pela rainha, vista de Tornada, nome com origem no regresso da rainha àquela povoação depois de ter sentido o efeito curativo das águas da região. Mina das termas, buvette do hospital termal, água a correr, gravura da fachada primitiva do primeiro hospital termal da Europa, fachada do Hospital Termal das Caldas da Rainha, tanque termal, imagens do "Compromisso do Hospital das Caldas da Rainha", firmado pela rainha Dona Leonor, tanque da rainha, onde Dona Leonor tomava banhos medicinais, brasão com as armas de Dom João II, portal da Igreja do Espírito Santo. Natália Correia fala dos objetivos sociais da fundação do hospital e das disposições sobre o provedor do hospital, Jorge Varanda, administrador do hospital, fala do carácter científico que a rainha procurou imprimir à criação do hospital e fala das preocupações tidas para além dos tratamentos dos doentes, Natália Correia fala do empenho pessoal da rainha no bom funcionamento do hospital. Vista de Óbidos, Natália Correia fala da embaixada que a vila de Óbidos enviou à Rainha, atores interpretam a embaixada da vila de Óbidos na Igreja do Pópulo. Natália Correia fala de Gil Vicente, fundador do teatro português, que esteve ao serviço da rainha como trovador e como ourives, estátua de Gil Vicente no topo do edifício do Teatro Dona Maria II em Lisboa.