As Damas da Liberdade
Programa apresentado por Natália Correia, poetisa e escritora, sobre o lado matriarcal da vida portuguesa, onde aborda a vida de Leonor de Almeida, a Marquesa de Alorna, durante o período final da sua vida, sendo também referida Leonor Fonseca de Pimentel, "A Portuguesa de Nápoles" que ficou na história por ter defendido ideais liberais que conduziram à Revolução e à instauração da malograda República Napolitana, terminando o programa com o início do reinado de D. Maria II.
Resumo Analítico
Natália Correia situa o programa no final da vida da Marquesa de Alorna, pintura ilustrando as invasões francesas, gravura retratando Jean-Andoche Junot, general de Napoleão, gravura retratando Juliana, filha da marquesa de Alorna, mulher do Conde da Ega e amante de Junot. Natália Correia à porta do Colégio do Ramalhão conta que este terá sido o cenário dos amores de Junot e Juliana, fachada e jardins do palácio que foi o local de desterro da rainha Carlota Joaquina, Natália Correia fala do desgosto que os amores da Condessa da Ega pelo general do exército invasor provocaram na sua mãe, que se encontrava exilada em Inglaterra, retrato da Condessa da Ega, Natália Correia fala do exílio da marquesa em Inglaterra, atriz interpreta a saudade da marquesa de Alorna durante o exílio, Natália Correia declama poema sobre o clima em Inglaterra. Natália Correia, no terraço do palácio Lavra à Anunciada, fala do regresso de D. Leonor a Portugal que veio residir neste palácio e do endividamento da marquesa de Alorna, pintura alusiva às invasões francesas, gravuras retratando Beresford, comandante inglês do exército português, gravura retratando Gomes Freire Andrade, Grão-mestre da Maçonaria e frequentador dos salões da Marquesa de Alorna, Forte de São Julião da Barra, onde Gomes Freire Andrade foi executado, acusado de envolvimento numa conspiração contra a presença inglesa, padrão em memória de Gomes Freire Andrade assinalando que o seu corpo foi ali queimado e as suas cinzas deitadas ao Tejo. Lápide em Roma que assinala o nascimento, em 1752, de Leonor Fonseca de Pimentel, poetisa e cientista portuguesa, excerto do filme mudo de Henrique Costa, intitulado "A Portuguesa de Nápoles", gravura retratando Leonor Fonseca de Pimentel, Natália Correia fala do percurso da poetisa, excerto do filme que inclui as cenas mais importantes da vida da poetisa como a fundação do jornal "O Monitor" e a sua execução, Natália Correia fala da sua obra destacando "O Triunfo da Virtude". Natália Correia refere as memórias do neto da Marquesa de Alorna, atriz interpreta a Marquesa de Alorna na sua velhice, pintura a óleo retratando o abade Correia da Serra, cientista português, fundador da Academia das Ciências de Lisboa, que terá sido nomeado Primeiro-Ministro por influência da Marquesa de Alorna, gravura retratando o Padre José Agostinho de Macedo, adepto fervoroso do absolutismo, quadro a óleo retratando a marquesa de Alorna em idade avançada, Natália Correia lê com a atriz diálogo epigramático entre um cristão e o padre lagosta, alcunha do Padre José Agostinho de Macedo. Natália Correia fala da atividade de Alcipe, pseudónimo de Leonor de Almeida na fase final da sua vida, retratos da Marquesa de Alorna, pioneira da revolução romântica, Natália Correia refere o elogio fúnebre do escritor Alexandre Herculano por ocasião da morte da marquesa de Alorna, retrato e estátua de Alexandre Herculano, e leitura do elogio fúnebre que Herculano consagra à Marquesa de Alorna como fundadora do romantismo em Portugal, atribuindo-lhe o título de Madame de Staël portuguesa. Natália Correia introduz o reinado de Maria II, quadro a óleo retratando a jovem D. Maria II, imagens alusivas à revolta liberal que põe termo ao regime absolutista, detalhe da pintura de Veloso Salgado, das cortes constituintes de 1821 que se encontra na sala das Sessões da Assembleia da República, gravura de D. João VI que jura a Constituição de 1822 no Brasil, gravura de D. Pedro, filho de D. João VI, nomeado regente do Brasil quando o pai regressa a Portugal, gravura alusiva à impopularidade de D. Pedro após a declaração de independência do Brasil, gravuras alusivas à Vilafrancada e à Abrilada, revoltas absolutistas encabeçadas por D. Miguel, retrato de D. Pedro, imperador do Brasil, Natália Correia explica que D. Pedro abdica do trono a favor da sua filha D. Maria da Glória que iria casar com D. Miguel enquanto D. Pedro outorgava a Portugal a Carta Constitucional de 1826, retrato de D. Miguel que regressa do exílio e restaura o absolutismo, instaurando-se uma repressão violenta que leva muitos liberais a fugir do país. Atriz interpreta a rainha D. Maria em menina a receber a carta outorgada pelo rei, Natália Correia fala da rainha enquanto musa dos poetas exilados, nomeadamente de Almeida Garrett, atrizes e Natália Correia declamam o poema "Vitória da Praia" de Almeida Garrett, alusivo à vitória dos liberais na Terceira na Praia da Vitória. Natália Correia fala do regresso de D. Pedro à Europa que decide encabeçar a luta contra o irmão para defender os direitos da sua filha D. Maria, quadro alusivo à vitória dos liberais, gravura retratando a morte de D. Pedro, Natália Correia refere a situação existente em Portugal fruto das invasões francesas, da independência do Brasil e da guerra civil, que recai sobre os ombros de uma rainha adolescente cuja vida será tratada no próximo programa.