A Ninfa da Rosa

00:29:50

Programa apresentado por Natália Correia, poetisa e escritora, sobre o lado matriarcal da vida portuguesa, sendo a figura central deste programa a poetisa Leonor de Almeida, a Marquesa de Alorna, durante os primeiros anos da sua viuvez antes das invasões francesas, sendo também referidas neste programa outras mulheres que animavam as letras setecentistas como Teresa Margarida da Silva e Orta e Luísa Todi, considerada a primeira cantatriz da Europa.

  • Nome do Programa: A Ninfa da Rosa
  • Nome da série: MÁTRIA II
  • Locais: Portugal
  • Personalidades: Natália Correia
  • Temas: História, Política
  • Canal: RTP 1
  • Menções de responsabilidade: Autoria e apresentação: Natália Correia. Produção e realização: Dórdio Guimarães.
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Cor
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 4:3 PAL

Resumo Analítico

Natália Correia explica que a poetisa Alcipe, pseudónimo de D. Leonor de Almeida, continua a ser a figura central deste programa, mas antes vai falar de Luísa Todi, uma cantora famosa em todas as capitais da Europa, considerada a primeira cantatriz da Europa, e que se encontrava em Viena ao mesmo tempo que D. Leonor de Almeida e o seu marido. Vista de Setúbal, terra natal de Luísa Todi, placa da Avenida Luísa Todi, exterior do cineteatro Luísa Todi, monumento à cantora Luísa Todi, pormenor do busto de Luísa Todi, Natália Correia fala das consequências da morte de D. José para a música dramática em Portugal e da moda dos castrados que tirou as mulheres dos palcos levando Luísa Todi a fazer uma carreira pela Europa, gravuras retratando a carreira de Luísa Todi, Natália Correia fala da sua passagem pela corte prussiana de Frederico Guilherme II, pela corte Catarina da Rússia e da sua passagem por França, onde é chamada a cantora da Nação, estampa retratando Luís Marquesi, sopranista rival da Todi, Natália Correia fala do regresso de Luísa Todi a Portugal, placa da Rua Luísa Todi em Lisboa, local onde faleceu pobre e cega, quadro retratando Luísa Todi, Natália Correia declama poema de poeta espanhol inspirado em Luísa Todi. Natália Correia retoma a vida de Alcipe, viúva com cinco filhos, retrato de Carlos Augusto de Oeynhausen, da autoria de D. Leonor de Almeida, sua mulher, entrada da propriedade de Almeirim onde Leonor de Almeida passa os primeiros anos da sua viuvez, onde promove a educação das camponesas e se rodeia de crianças, fachada da residência da quinta, atores encenam sonho de Leonor de Almeida de transformar o mundo pela pedagogia, Natália Correia fala do caos financeiro e administrativo de D. Leonor de Almeida, Natália Correia lê soneto de Alcipe, poema que exprime a nobreza de uma alma que despreza os bens materiais, escrito quando os seus bens são penhorados. Natália Correia explica que apesar das dificuldades financeiras a sua casa era centro literário onde não faltavam as mulheres de letras, atores encenam diálogo entre Catarina de Lencastre, poetisa, e Bocage, poeta, numa dessas reuniões, Natália Correia refere Teresa Melo Breyner, outra poetisa deste cenáculo, atrizes interpretam diálogo entre Tirse, pseudónimo de Teresa Melo Breyner, e Alcipe, pseudónimo de Leonor de Almeida. Natália Correia refere Francisca de Paula Possolo, outra poetisa deste cenáculo, atrizes interpretam diálogo entre Alcipe e Francília, pseudónimo de Francisca de Paula Possolo, Natália Correia explica o entusiasmo de Alcipe por Francília, atriz interpreta Francília a declamar o poema da sua autoria ilustrado com imagens da poetisa na praia, ator interpreta Manuel Maria Barbosa du Bocaje declamando versos do seu Terceiro Tomo das Rimas dedicado a Alcipe, atrizes encenam este grupo de mulheres que animavam as letras setecentistas a conversar no jardim. Natália Correia fala das origens da escritora Teresa Margarida da Silva e Orta que não participava destes salões por estar enclausurada, atriz interpreta Teresa Margarida da Silva e Orta junto à grade da janela do convento onde estava prisioneira por ordem do Marquês de Pombal, prisão que não se terá devido à sua oposição ao Marquês já que as ideias progressistas que defendia tinham afinidades com a ideologia do ministro de D. José, Natália Correia refere que o seu romance "As aventuras de Diófanes" é considerado precursor do romance brasileiro, Natália Correia considera-a portuguesa apesar de ter nascido no Brasil. Fachada da residência da propriedade de Almeirim, Natália Correia fala do envolvimento de D. Leonor de Almeida na política usando a sua influência como dama de honor da Rainha Carlota Joaquina para obter o apoio do Regente numa tentativa de invasão da Bretanha para afastar as tropas napoleónicas de Portugal e Espanha, encenação deste sonho de D. Leonor, Natália Correia explica que Alcipe pretende ir a Madrid para garantir o apoio espanhol, atriz interpreta Alcipe a escrever carta ao Regente D. João, filho de D. Maria, Natália Correia explica o contexto em que a carta não é terminada e fala da contradição de D. Leonor se queixar de ser perseguida pelos franco-mações e acabar por ser exilada acusada de pertencer a uma sociedade maçónica. Jardins e fachada do Palácio do Marquês de Fronteira, residência do neto da poetisa, D. José Trazimundo, 7º Marquês de Fronteira, que nos diz, nas suas memórias, que a sua avó fundara a Sociedade da Rosa destinada a combater as ideias jacobinas maçónicas cujas primeiras reuniões foram feitas neste palácio, quadro retratando Manuel Maria Barbosa du Bocage, que, também segundo a mesma fonte, estaria filiado nessa sociedade e que era comprovadamente Maçon, Natália Correia, no salão do palácio de Benfica, fala da fundação da Sociedade da Rosa em Paris, sociedade maçónica mista em que os irmãos eram os cavaleiros da rosa e as irmãs, eram as ninfas da rosa, manequim com traje maçónico, gravura com elementos da simbologia maçónica. Quadro retratando D. Pedro José de Almeida, 3º Marquês de Alorna, com a sua família, maçon que recebe de Junot o comando da Legião francesa que marchou para França, gravura retratando Massena, general francês que comandou a terceira invasão francesa na qual D. Pedro, Marquês de Alorna, participou, quadros alusivos às invasões francesas, Natália Correia explica que a marquesa de Alorna terá sido a primeira portuguesa pertencente à maçonaria e explica a sua hostilidade ao jacobinismo pelo facto de estar ligada à corrente mais conservadora do maçonismo admitindo-se que o irmão pendia para a tendência mais progressista, esta ligação à maçonaria ter-lha-á custado o desterro em Inglaterra.

Termos e condições de utilização

Os conteúdos disponíveis estão protegidos por direitos de propriedade industrial e direitos de autor. É expressamente proibida a sua exploração, reprodução, distribuição, transformação, exibição pública, comunicação pública e quaisquer outras formas de exploração sem a autorização prévia da RTP. O acesso aos conteúdos tem como único propósito o visionamento privado e educacional sem fins comerciais. Para mais informações, entre em contato com o arquivo da RTP através do seguinte endereço de correio eletrónico: arquivo@rtp.pt .