Alcipe

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Programa apresentado por Natália Correia, poetisa e escritora, sobre o lado matriarcal da vida portuguesa, onde aborda a vida da poetisa Alcipe, Leonor de Almeida, mais tarde Marquesa de Alorna, durante a sua juventude no convento de Chelas, centro da cultura iluminista que invadia Portugal durante o reinado de D. José I.

  • Nome do Programa: Alcipe
  • Nome da série: MÁTRIA II
  • Locais: Portugal
  • Personalidades: Natália Correia
  • Temas: História, Política
  • Canal: RTP 1
  • Menções de responsabilidade: Autoria e apresentação: Natália Correia. Produção e realização: Dórdio Guimarães.
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Cor
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 4:3 PAL

Resumo Analítico

Natália Correia situa o inicio da segunda série do programa num novo Portugal agitado por ideias que vão fazer ruir a persistência de modelos medievais e explica que em conformidade vamos ter diferentes interpretes ao contrário da outra série em só uma atriz interpretou várias mulheres para simbolizar um certo imobilismo da condição feminina, fala da introdução do iluminismo em Portugal pelos estrangeirados nomeadamente Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro conde de Oeiras e mais tarde Marquês de Pombal. Quadro retratando Sebastião José Salgado, urna onde jazem os restos mortais do Marquês de Pombal na Igreja da Memória, gravuras alusivas ao terramoto de Lisboa de 1755, retrato do Marquês de Pombal da autoria de Louis-Michel van Loo, pintor francês do século XVIII, Natália Correia fala do atentado a D. José. Exterior da Igreja da Memória que o rei mandou construir no local do atentado por ter escapado com vida, interior da Igreja da Memória, estragos provocados por um raio que fulminou a cúpula da igreja, Natália Correia fala da acusação feita a D. Leonor, a velha marquesa de Távora, que é indigitada como ré principal no processo resultante do atentado, o processo dos Távora, retrato de D. Leonor da autoria da sua neta a poetisa Alcipe, gravuras alusivas à execução dos Távoras, coluna de cinco anéis que simbolizam os principais justiçados, o Duque de Aveiro, o Marquês de Távora, a sua mulher, os seus dois filhos e o Conde de Atouguia. Gravura do palácio do Duque de Aveiro que foi demolido e o terreno salgado, Placa do Largo do Chão Salgado em Belém onde se encontra a coluna dos cinco anéis. Natália Correia introduz Leonor de Almeida, a poetisa Alcipe que ficou célebre como Marquesa de Alorna, retrato de D. Leonor de Almeida, fachada e interior do convento de São Félix em Chelas onde foi enclausurada devido ao seu parentesco com os justiçados, Natália Correia fala da importância do convento de Chelas como centro da cultura iluminista que chegava Portugal, gravura retratando Luís António Verney, arauto do feminismo iluminista, Natália correia fala da cultura invulgar que as Alornas adquiriram durante a sua clausura no convento de Chelas. Atores interpretam no claustro do convento de Chelas cenas que ilustram a ousadia intelectual da poetisa, atores interpretam diálogo de Alcipe com o seu pai, onde esta contradiz a opinião do pai que defendia que Voltaire merecia a fogueira. Natália Correia fala do Padre Francisco Manuel do Nascimento, professor de latim da poetisa com o nome arcádico de Filinto Elísio, que lhe deu o nome arcádico de Alcipe, gravura retratando Filinto Elísio, Natália Correia introduz o poema Idílio, de Alcipe, atriz interpreta a pastora Lília, alter ego de Alcipe, chamando com a flauta o seu rebanho intercalado com a interpretação de Leonor de Almeida enferma no convento ansiando pelo ar livre. Natália Correia fala da paixão de Filinto Elísio pela irmã de Leonor, D. Maria de Almeida, de quem era professor de música, atores interpretam poema de Filinto Elísio que prova que o amor era correspondido, Natália Correia fala da fuga de Filinto Elísio para França, Natália Correia refere outros frequentadores de Chelas que comungavam dos ideais jacobinos. Atores interpretam Leonor de Almeida e Ferreira Barroco, de nome arcádico Albano e apaixonado de Alcipe, a conversar nos claustros do convento, Natália Correia fala da saída das Alornas de Chelas quando o Marquês de Pombal perde influência, retrato de D. José I, da autoria de Miguel António do Amaral, retrato de D. Maria I, que sucede a D. José no trono, vista de Pombal para onde o Marquês é desterrado, fachada da residência da quinta da Gramela, Natália Correia folheia tomo onde o Marquês registava a atividade agrícola e industrial da quinta da Gramela e de outra propriedade chamada Desterro, Natália Correia fala da morte do Marquês em Pombal, centro da vila, fotografia a preto e branco da casa no centro da vila onde o Marquês faleceu, estátua do Marquês de Pombal em Lisboa. Natália Correia fala da conceção coletivista da liberdade do Marquês de Pombal em oposição à conceção de liberdade individual que entusiasmava o cenáculo de Chelas, fala do sentimento de revolta que Alcipe nutria em relação ao Marquês, seu carcereiro, e refere um poema que esta dedica a Filinto Elísio a propósito de uma ode em que este terá exaltado o Marquês, atrizes interpretam poema de Catarina de Lencastre, poetisa amiga de Alcipe e grande admiradora de Pombal. Natália Correia fala do liberalismo de Catarina de Lencastre, quadro retratando Catarina de Lencastre, atrizes interpretam diálogo epistolar em verso entre as duas poetisas que ilustra o choque entre os direitos da razão e os direitos do amor, Natália Correia fala das correntes dominantes na época, o filosofismo de Alcipe e o sentimentalismo de Catarina e fala das dúvidas que irão assaltar Leonor quando o amor lhe reclamar os seus direitos, atrizes interpretam diálogo entre Catarina e Leonor sobre o amor. Natália Correia fala do Conde de Oeynhausen, futuro marido de Leonor de Almeida, do seu casamento, da sua nomeação de ministro plenipotenciário de Portugal na Áustria e da sua passagem pela corte austríaca.

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