A Rainha das Rosas – Parte II

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Segunda parte do programa apresentado por Natália Correia, poetisa e escritora, sobre o lado matriarcal da vida portuguesa, fazendo a abordagem à Rainha Santa Isabel enquanto mulher e rainha, focando aspetos menos divulgados da sua vida e da sua obra.

  • Nome do Programa: A Rainha das Rosas
  • Nome da série: MÁTRIA I
  • Locais: Portugal
  • Personalidades: Natália Correia, Fátima Murta
  • Temas: Artes e Cultura, História
  • Canal: RTP 1
  • Menções de responsabilidade: Autoria e apresentação: Natália Correia. Produção e realização: Dórdio Guimarães.
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Cor
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 4:3 PAL

Resumo Analítico

Natália Correia refere-se às "Memórias das Rainhas de Portugal" de Frederico Francisco de la Figanière para falar do Milagre das Rosas e introduzir um novo excerto do filme "Rainha Santa" do realizador Rafael Gil, excerto do filme relativo ao episódio da punição do pajem intriguista que insinua suspeitas junto do rei sobre a relação da rainha com um outro pajem. Natália Correia fala dos milagres da rainha santa, imagens da rainha santa alusivas aos milagres das rosas, Natália Correia refere a relação das rosas com o franciscanismo da rainha ligado ao culto do Espírito Santo em que ela tem um papel preponderante, refere o pensamento de Jaime Cortesão, de Agostinho da Silva e Almir de Campos Bruneti sobre as obras espirituais da rainha. Vista de Alenquer, Natália Correia fala sobre a ligação de Dona Isabel ao Franciscanismo, ao culto do Espírito Santo e a Alenquer, junto à capelinha do Espírito Santo em Alenquer, onde terá tomado corpo o culto do Espírito Santo instituído pela rainha, fachada da capela do Espírito Santo em Alenquer. Natália Correia fala da ascensão dos franciscanos e da sua relação com a luta da soberania civil movida por Dom Dinis ao poder eclesiástico e do papel de D. Isabel nesta luta, estátua de Gualdim Pais, fundador de Tomar e mestre templário, responsável pela consolidação da Ordem do Templo em Portugal, exterior do Castelo de Tomar, exterior do Convento de Cristo em Tomar. Natália Correia fala sobre a relação entre a mística do Pentecostes do ideal templário transferido para a ordem de Cristo e o milagre das rosas e explica que a sala onde se encontra terá sido um recinto de iniciação dos freis continuadores da tradição dos templários onde a rosa mística está representada, passadeira de pedra dos passos iniciáticos até ao poço da purificação onde o iniciado era admitido interpares, entrada do poço e interior do poço iniciático. Sala iniciática com o teto coberto de fechos de abóbada, detalhes da rosa mística nas decorações do teto ao longo da sala, pormenor das rosas na entrada do claustro da Micha onde o pão era dado aos pobres, pormenor da sétima rosa transformada em anjo, Natália Correia declama excerto da obra "Mensagem" de Fernando Pessoa, onde faz referencias ao símbolo da rosa. Natália Correia fala do significado da rosa ligando-o à promoção do culto do espírito santo, quadro de Dinis e Isabel, gravuras alusivas à caridade de D. Isabel, Natália Correia cita Jaime Cortesão dizendo que esta aliança com a fraternidade franciscana universal terá sido o prólogo ideológico dos descobrimentos, pinhal de Leiria, estátua de Dinis e Isabel no pinhal do rei que iria produzir a madeira para os navios dos descobrimentos. Natália Correia refere um momento de crise nas relações entre o rei e a rainha, gravura com o retrato de Afonso IV, filho de D. Dinis, gravura de Afonso Sanches, filho ilegítimo de D. Dinis, Natália Correia fala da guerra civil que pôs o país em tumulto e conta que D. Dinis exila a rainha em Alenquer privando-a dos seus rendimentos, a atriz, Fátima Murta interpreta a carta enviada por D. Isabel a D. Dinis tentando pôr fim a este conflito entre o pai e o filho que suspeita que o pai quer excluí-lo da sucessão. Quadro de Roque Gameiro alusivo ao aparecimento da rainha antes do confronto das tropas do rei e do príncipe na batalha de Alvalade, padrão entre o Arco do Cego e o Campo Pequeno, assinalando o local onde D. Isabel apaziguou as hostilidades, Natália Correia fala da rainha no acompanhamento da doença do marido, retrato de D. Isabel com o hábito de Santa Clara que prometeu envergar caso ficasse viúva, Natália Correia explica que D. Isabel apenas envergou o hábito como símbolo da sua viuvez e não para fazer voto de obediência a qualquer ordem. Ruínas do Paço de Santa Clara, Natália Correia fala da construção do mosteiro e da Igreja de Santa Clara a Velha cujas obras foram dirigidas pela Rainha que pensava acabar aí os seus dias. Vista de Estremoz para onde D. Isabel parte para evitar embate entre o seu filho D. Afonso IV e o rei Afonso XI de Castela, muralha do Castelo de Estremoz, arcada gótica do Paço da Audiência, Torre sineira e paço da audiência, estátua de Dona Isabel, placa do local onde Dona Isabel faleceu, pormenores câmara por trás do altar da capelinha erigida no local para evocar a sua morte, gravuras alusivas à morte da rainha. Interior e exterior das Ruínas do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha parcialmente submersas pelo rio Mondego, local onde Dona Isabel queria ser sepultada. Fachada do Convento de Santa Clara-a-Nova, para onde as freiras se mudaram em 1627, túmulo da Santa Isabel, sarcófago de prata do século XVII, onde estão as relíquias do seu corpo, estátua de Dona Isabel, da autoria de Teixeira Lopes, que é levada em andor na procissão onde a cidade celebra a sua padroeira, Natália Correia conclui que Dona Isabel antes de ser santa foi mulher de notáveis estatura moral, política, humana e sobretudo espiritual.

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