A Linda Inês – Parte II

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Segunda parte do programa apresentado por Natália Correia, poetisa e escritora, sobre o lado matriarcal da vida portuguesa, história da paixão adúltera e fulminante de Pedro por Inês de Castro, mártir do amor sacrificado à dura razão de estado, cuja vida pertence à história e ao mito.

  • Nome do Programa: A Linda Inês
  • Nome da série: MÁTRIA I
  • Locais: Portugal
  • Personalidades: Natália Correia, Paulo Monteiro
  • Temas: Artes e Cultura, História
  • Canal: RTP 1
  • Menções de responsabilidade: Autoria e apresentação: Natália Correia. Produção e realização: Dórdio Guimarães.
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Cor
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 4:3 PAL

Resumo Analítico

Gravuras alusivas à morte de Inês de Castro, Natália Correia refere a crença popular de que os líquenes que avermelham a Fonte dos Amores, agora Fonte das Lágrimas, são as gotas do sangue derramado por Inês de Castro, líquenes, placa alusiva a Camões, água a correr na Fonte das Lágrimas, Natália Correia declama a estrofe 135 do Canto III de "Os Lusíadas" sobre a Fonte das Lágrimas, lápide mandada colocar por Lorde Wellington, comandante do corpo expedicionário inglês que ajudou a suster as invasões napoleónicas, junto à Fonte das Lágrimas, com a mesma estrofe gravada. Natália Correia explica que Coimbra continua a celebrar esse amor que desafia os tempos, atuação de um grupo de fado de Coimbra que canta uma trova de Manuel Alegre evocando Inês de Castro, ilustrado com imagens das ruínas do Paço de Santa Clara. Natália Correia descreve a reação de Dom Pedro à notícia da morte de Inês às mãos dos conselheiros de Afonso IV e explica que vamos ouvir esta lamentação de Dom Pedro descrita numa obra pouco conhecida "Exemplar Político que nas ações de Dom Pedro I ideou seu oitavo neto", da autoria do Frei Henrique de Noronha que se apresenta como oitavo neto de Dom Pedro, o ator, Paulo Monteiro interpreta a lamentação de Dom Pedro descrita por Frei Henrique de Noronha. Natália Correia conta que Dom Pedro entra em guerra com o seu pai, guerra civil que termina com o ajuste celebrado em Guimarães no qual Dom Pedro aceita não perseguir nenhum dos assassinos de Inês de Castro, vingança que irá acontecer quando Dom Pedro sobe ao trono, gravura retratando Dom Pedro, exterior da residência régia em Santarém, hoje património da diocese de Santarém, janela cujo estilo manuelino desmente a lenda que teria sido dali que Dom Pedro teria assistido ao suplício dos assassinos de Inês, coluna de uma casa particular de Santarém que terá sido retirada da verdadeira janela como se pode ler no painel de azulejos, Natália Correia conta que Dom Pedro aguarda no Paço de Santarém a chegada dos executores de Inês que se tinham refugiado em Espanha, e explica como Dom Pedro obtém do rei de Castela a extradição dos criminosos que aí se tinham refugiado, tendo Diogo Lopes conseguido fugir, mas Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves sido mandados executar no pátio do paço, agora em obras, exterior do antigo Paço de Santarém. Gravura alusiva ao suplício e execução dos assassinos de Inês de Castro, excerto do filme "Inês de Castro" de Leitão de Barros, que narra esse episódio, o ator, António Vilar interpreta Dom Pedro, Natália Correia explica que Dom Pedro priva das suas terras os carrascos de Inês e os seus parentes e manda arrasar as terras dos assassinos, vista da antiga vila de Jarmelo, no distrito da Guarda, terra onde terá nascido Pêro Coelho e que foi mandada arrasar por el rei Dom Pedro como maldição, exterior do cemitério da vila de Jarmelo, pedra de montar que o povo liga às cavalgadas que o então príncipe Dom Pedro faria com Inês que antes esteve aqui exilada, vista do Jarmelo, torre sineira, paisagem árida. Natália Correia explica como é que Dom Pedro consegue coroar Inês rainha depois de morta e refere a contradição das fontes históricas quanto a esta coroação póstuma, cena do filme "Inês de Castro" de Leitão de Barros.

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