S. Tomé e Príncipe, o Coro das Palavras – Parte II
Segunda parte da história de São Tomé e Príncipe, que aborda a vida e revolta dos santomenses nas roças, contada com recurso a lendas, histórias e poemas, a identidade das ilhas cantada e contada em crioulo forro.
Resumo Analítico
Planos próximos de rostos de crianças, adolescentes e idosos; Sabino Manuel Rosário e Sátiro Almeida, cantam sóia, em crioulo (história de tradição oral em que o refrão é cantado); declarações de Fernanda Pontífice, Professora e Investigadora sobre as sóias santomenses; Dezenas de crianças, com batas azuis claras, acenam para a câmara; Movimento de rua de mulheres e crianças, plano próximo de rostos de mulheres; Mulheres com bebés ao colo; Mulheres trabalham; Mulher sentada a comer gesticula para a câmara; Documento ? poema de Francisco Stockler; Homem lê poema de Stockler. 07m41: Declarações de Inocência Mata, Professora na Universidade de Lisboa, sobre a utilização do crioulo na literatura santomense; Leitura de poema em forro; Amadeu Quintas da Graça, Poeta, sobre a edição de um livro em crioulo forro; manuscritos em forro. 10m45: Palmeiras sobre a chuva; Fotografias e textos de Francisco José Tenreiro, Poeta e ensaísta (imagens sobrepostas); Fotografia de Caetano da Costa Alegre, Poeta; Declaração de Francisco Costa Alegre, Escritor, sobre a forma como a obra de Alegre marcou a literatura lírica de São Tomé e Príncipe; Textos de Caetano e de Francisco Costa Alegre. 13m01: Homem e criança, de troncos nus, sentados à beira mar; Dois homens no meio da floresta conversam; Fotografia antiga ? interrogatório a africano algemado a uma cadeira; Testemunho de Manuel Ramos Agostinho, participante na revolta contra o colonialismo português, em 1953, o massacre de Batepá, relata as atrocidades e abusos praticados pelos grandes proprietários das plantações e a morte de perto de mil pessoas; Sobreposição de imagens - Locais da revolução e fotografia de Carlos Sousa Gorgulho, Coronel responsável pela detenção e tortura de centenas de santomenses; Fotografias a preto e branco de escravos e ou serviçais das roças. 16m02: Fotografia a preto e branco da roça/quinta Fernão Dias, local transformado em prisão em 1953, onde morreram dezenas de pessoas; Imagens actuais da mesma quinta; Continuação do testemunho de Manuel Ramos Agostinho; Alda do Espírito Santo, Escritora e Poetisa, sobre a rebelião de 53; Monumento de homenagem às vitimas da revolta; Fotografias a sépia de cadáveres de santomenses, e militares brancos (portugueses). 19m43: Declarações de Inocência Mata, Professora na Universidade de Lisboa, sobre as obras literárias dedicadas ao massacre de 53; Fotografias de 53; Carlos Agostinho das Neves, Historiador; Fotografias de santomenses a trabalharem nas roças de cacau e café; Capa de alguns livros sobre a vida nas quintas. 22m30: Homem conversa com mulher sentada à porta de casa, num bairro pobre, com construções em madeira; Declarações de Albertino Bragança, Escritor; Mulheres cantam, enquanto outras lavam a roupa no rio.