Ruínas do Carmo
Programa de caráter documental apresentado por Paula Moura Pinheiro que convida a historiadora de arte Carla Varela Fernandes, para uma visita guiada às Ruínas do Convento do Carmo em Lisboa, que abrigam o Museu Arqueológico do Carmo onde se encontra o túmulo do rei Dom Fernando I.
Resumo Analítico
Vista aérea da cidade de Lisboa destacando-se as ruínas do Convento do Carmo, gravura de Dom Nuno Álvares Pereira, 1360 a 1431 fundador do convento, interior do Museu Arqueológico do Carmo, túmulo de Dom Fernando I de Portugal, Lisboa assinalada no mapa de Portugal, vista aérea das ruínas do convento, visitantes no espaço, fachada da Casa do Ferreiro das tabuletas revestida a azulejo, na Rua da Trindade, planos de corte das ruínas, Largo do Carmo com o chafariz e a entrada principal do convento, turistas visitam espaço, vista aérea das ruínas. Carla Varela Fernandes, do Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas sobre a origem da expressão popular "Caiu o Carmo e a Trindade" que renasce do rescaldo do terramoto de 1755 em Lisboa, em que os conventos do Carmo e da Trindade, efetivamente, caíram, sobre a construção do convento no século XIV por Dom Nuno Álvares Pereira, gravura com reconstituição da Igreja e Convento do Carmo e mapa histórico de Lisboa, vista geral das naves do Convento do Carmo com a entrada para a antiga capela-mor, sobre o restauro do convento em 1758, gravura com a reconstituição da fachada da Igreja do Carmo, em estilo gótico, destaque para nave lateral com pormenores de parede, vista aérea das ruínas, Largo do Carmo com o chafariz e a entrada principal do convento, e sobre a sede da Associação dos Arqueólogos Portugueses instalada no Museu Arqueológico do Carmo, fundado em 1864 nas ruínas do convento por Joaquim Possidónio Narciso da Silva, 1806 a 1896, tornando-se no primeiro museu de Arte e Arqueologia do país que surge da necessidade de salvaguardar o património nacional que se ia delapidando e deteriorando, em consequência da extinção das Ordens Religiosas, imagens do interior do Museu Arqueológico do Carmo. Destaque para janela Manuelina à entrada da capela-mor da Igreja do Convento do Carmo, proveniente do Mosteiro de Santa Maria de Belém, ou Mosteiro dos Jerónimos, da primeira metade do século XVI, imagens das paredes das naves laterais do convento, gravura com parte descoberta do Museu, século XIX, destaque para janela e brasões nas naves laterais. Interior do museu destacando-se a capela-mor da Igreja do Convento do Carmo com o túmulo em estilo gótico de Dom Fernando I de Portugal, 1345 a 1383, rei mal-amado, ao centro, Carla Varela Fernandes sobre o túmulo mandado construir pelo próprio, o cuidado de deixar um testamento e a trasladação do túmulo da mãe Dona Constança Manuel, gravura de Dom Fernando I e do seu pai Dom Pedro I, 1320 a 1367, fotografia da arca tumular da Infanta Dona Constança Manuel, século XIV, e do túmulo de Dona Inês de Castro, no Mosteiro de Alcobaça, século XIV, gravura de Dom Fernando I, túmulo de Dom Fernando I destacando-se a sua heráldica e a da sua mãe, para afirmar que é filho de um casamento legítimo, devido aos inúmeros casos extraconjugais que o pai manteve, gravuras de Dom Fernando I e de Dom João I, 1357 a 1433, pormenores do túmulo de Dom Fernando I, fotografias do Túmulo de Dona Inês de Castro e de Dom Pedro I, ambos no Mosteiro de Alcobaça, século XIV, Carla Varela Fernandes descreve o túmulo que tem uma iconografia diversa desenvolvida sempre dentro de colunas, comparando a forma da arca tumular a um pequeno cofre relicário destacando a ausência de estátua a representar o defunto, fotografia de cofre relicário de Limoges, século XIII, face principal de moeda com representação de Dom Fernando I, século XIV, destaque para busto de Cristo e de Dom Fernando I no túmulo e respetivo significado, fotografia de Homens Verdes, representações no túmulo de Dom Fernando I, século XIV, que também são utilizadas noutros túmulos de personalidades internacionais, como é o caso do túmulo de William of Valence, Abadia de Westminster, do túmulo do Bispo Pedro Fernandes de Sepúlveda e do túmulo de clérigo não identificado, na Catedral de Burgos, século XIV, figuras do livro de Salmos de Luttrell, século XIV, destaque para várias dessas figuras representadas no túmulo de Dom Fernando I, fotografia do túmulo de Dom Pedro I, Carla Varela Fernandes sobre o "buraco negro" numa das faces da arca tumular e sobre a escultura em calcário que representa o "Milagre da Fonte" e a figura de um anjo, de estilo gótico, na cabeceira do túmulo, gravura de Dom Fernando I, figura intrigante do alquimista representada na arca tumular. Túmulo de Dom Fernão Sanches, século XIV, pedra tumular de Dom Fernão Álvares de Andrade, século XVI, túmulo da rainha Dona Maria Ana de Áustria, século XVIII, imagens no interior do Museu Arqueológico do Carmo destacando-se duas múmias de origem peruana em exposição, do século XVI, gravura de Januário Correia de Almeida, 1829 a 1901, Carla Varela Fernandes faz o enquadramento histórico das múmias, destaque para o acervo do Museu do Carmo, coleção de arte pré-colombiana, exemplares das múmias, fragmentos escultóricos em pedra na sala dedicada às peças da Antiguidade Clássica até à Antiguidade Média, destacando-se a abóboda da capela corroída por um incêndio, Carla Varela Fernandes sobre as comunidades moçárabes, destaque para as pedras esculpidas de cultura moçárabe, representação de tecido bizantino, do século X, vista aérea de Lisboa destacando-se as ruínas do Convento do Carmo.