Presidenciais 76 – Parte 14

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Décima quarta parte da emissão especial dedicada às eleições presidenciais de 1976 conduzida pelos jornalistas Raúl Durão, Fernando Midões, Fernando Balsinha e Maria Elisa Domingues, a partir da Fundação Calouste Gulbenkian e dos estúdios do Lumiar respetivamente, em Lisboa e conferência de imprensa de Octávio Pato, candidato à presidência da República.

  • Nome do Programa: PRESIDENCIAIS 1976
  • Nome da série: PRESIDENCIAIS 1976
  • Locais: Lisboa
  • Personalidades: Raul Durão, Fernando Midões, Fernando Balsinha, Maria Elisa Domingues, Octávio Pato, José Viegas, Seruca Salgado, Carlos Blanco, João Pinheiro Farinha, Ribeiro Soares, Francisco Sá Carneiro
  • Temas: Política
  • Canal: RTP 1
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Preto e Branco
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 4:3

Resumo Analítico

Excerto da conferência de imprensa dos mandatários de Pinheiro de Azevedo, Octávio Pato e Otelo Saraiva de Carvalho, na Fundação Calouste Gulbenkian, sobre o voto em branco; direto de Raúl Durão a partir da Fundação. Fernando Balsinha no estúdio do Lumiar alternado com Maria Elisa Domingues apresenta os quadros dos resultados eleitorais finais dos distritos de Faro, Beja, Évora e Setúbal. Direto da conferência de imprensa de Octávio Pato sobre os resultados eleitorais afirmando que embora ainda seja prematuro tirar conclusões finais, considera que as eleições presidenciais são diferentes das legislativas, a ideia de ser um militar a ocupar a presidência da república e não um civil, que houve uma diminuição de votos eleitorais nos três partidos que apoiaram o General Ramalho Eanes e que a votação de Otelo é representativa da vontade de conter a direita e é conotada com o 25 de Abril, salienta a tendência esquerdista do eleitorado e a actualidade de um governo de esquerda, considera que a votação de Otelo constitui um ideal e afirma respeitar a eleição de Ramalho Eanes desde que este cumpra a Constituição, acredita que os eleitores comunistas que votaram noutros candidatos, vão futuramente votar no PCP e que as forças apoiantes de Otelo tinham objetivos de agitação e divisionistas; vivo de Raúl Durão na plateia. Quadro dos resultados nacionais em que Ramalho Eanes obtém 61%, Otelo Saraiva de Carvalho 17,13%, Pinheiro de Azevedo 14,09% e Octávio Pato 7,96% (com 3425 freguesias apuradas); José Viegas e Seruca Salgado, analistas políticos, efetuam análise dos resultados eleitorais distritais conhecidos até ao momento. Maria Elisa Domingues apresenta os quadros dos resultados eleitorais finais dos distritos de Castelo Branco e Portalegre; vivo de Fernando Balsinha; direto de Carlos Blanco, a partir do estúdio da RTP no Porto. Sedes distritais de apoio aos candidatos presidenciais no Porto: fachada da sede da Comissão de Apoio à Candidatura do General Ramalho Eanes no Porto; elementos da delegação a trabalhar; fachada da sede da Delegação do Gabinete de Apoio à Candidatura do Almirante Pinheiro de Azevedo e respectivos membros a trabalhar; faixa dos Serviços de Candidatura de Octávio Pato; fachada da sede do PCP no Porto; elementos da delegação a trabalhar; fachada da sede da Comissão Distrital de Apoio à Candidatura de Otelo; vivos de Carlos Blanco e Fernando Balsinha; direto de Fernando Midões. Raúl Durão entrevista João Pinheiro Farinha, ministro da Justiça e mandatário de Pinheiro de Azevedo, na Fundação Calouste Gulbenkian, sobre a diminuição de afluência às urnas de voto e a forma como decorreram as eleições presidenciais, afirma que esperava uma maior percentagem de votos para Pinheiro de Azevedo, refere que foi seu mandatário devido às suas qualidades, posições e espírito democrático e constitucional, salienta que servirá e respeitará o presidente da república que for eleito e afirma que alguns eleitores acharam a candidatura de Pinheiro de Azevedo inútil devido aos problemas do foro neurológico que o impediam de cumprir com todas as suas obrigações como presidente, no entanto o candidato continua com a sua capacidade de raciocínio, inteligência e decisão. Jornalista Ribeiro Soares entrevista Francisco Sá Carneiro, secretário-geral do PPD, na Fundação Calouste Gulbenkian, sobre a vitória de Ramalho Eanes, a derrota do PCP e a percentagem alcançada pelo Major Otelo Saraiva de Carvalho, considera a vitória de Ramalho a consagração do 25 de Abril ao contrário da ilusão à volta de Otelo representante da revolução deturpada e falsa, refere as forças de extrema-esquerda revolucionária dos tempos do gonçalvismo, com uma percentagem superior há que obteve o PCP, afirma que os resultados são o reflexo das campanhas eleitorais e das personalidades dos candidatos e do que estes significam, bem como do estado de intoxicação das ideologias, decepção, confusão e desilusão da esquerda. Francisco Sá Carneiro refere a eleição de Ramalho Eanes à primeira volta e as suas prioridades, nomeadamente a formação do futuro governo, resolver a situação dramática do país e necessidade de encontrar um projecto nacional que reúna apoio de todos os portugueses, a necessidade de formar um governo de salvação nacional, mostra-se optimista quanto à solução dos problemas concretos do país e preservar-se o funcionamento das regras democráticas e confiante que os políticos, partidos e o presidente da República saberão corresponder à confiança depositada e esperança pelo povo português, mostrando mais uma vez maturidade, civismo e bom senso; vivo de Fernando Balsinha.

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