o nosso século: 25 de Abril – Parte I
Primeira parte do programa apresentado pelas jornalistas Fernanda Mestrinho e Diana Andringa dedicado ao 25º aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974, assente em reportagens e com a participação em estúdio do Major Luís Piedade Faria, Tenente-Coronel Vítor Alves, Tenente-Coronel Otelo Saraiva de Carvalho, Carlos Beato, António Reis, Mário Zambujal, Comandante Luís Costa Correia e Comandante Rui Sá Leal.
Resumo Analítico
Reportagem "16 de Março 1974: o princípio do fim". 10m33: Entrevista ao Major Luís Piedade Faria, antigo comandante da Companhia de Caçadores do RI5, sobre o seu envolvimento no levantamento das Caldas de 16 de Março de 1974, reitera o desconhecimento do General António de Spínola e do General Francisco da Costa Gomes, respetivamente chefe e vice-chefe de Estado Maior das Forças Armadas, relativamente ao golpe nas Caldas da Rainha e a sua prisão na Trafaria. 15m05: Reportagem "Das Caldas Vem a Luz..." da jornalista Márcia Rodrigues. 18m25: Entrevista ao Tenente-Coronel Vítor Alves e Tenente-Coronel Otelo Saraiva de Carvalho sobre o seu envolvimento no levantamento das Caldas de 16 de Março de 1974 e influência na Revolução de 25 de Abril, os objetivos das movimentações em curso que em dado momento visavam impedir a vassalagem dos generais e almirantes a Marcelo Caetano e a consequente demissão do General Francisco da Costa Gomes e do General António de, o impacto da tentativa de golpe na direção do Movimento das Forças Armadas (MFA) que percebe que o poder não é capaz de enfrentar uma ação bem planeada, a participação do Major Ernesto de Melo Antunes na elaboração das Bases Programáticas do MFA, a ação sancionada pela Comissão Coordenadora Executiva do MFA na reunião de 22 de Março e as tarefas que lhes foram incumbidas como a angariação de apoios políticos e a preparação militar da ação a desencadear entre 22 e 29 de Abril. 26m55: Reportagem "Entre a Espada e a Parede" dos jornalistas Alberto Serra e Márcia Rodrigues. 43m36: Major Luís Piedade Faria e Carlos Beato, antigo alferes miliciano na Escola Prática de Cavalaria de Santarém que integrou a coluna militar comandada pelo Capitão Salgueiro Maia na Revolução de 25 de Abril de 1974, sobre a postura e mérito do Capitão Salgueiro Maia. 47m00: Vítor Alves e Otelo Saraiva de Carvalho pronunciam-se sobre a entrega do poder, por parte dos jovens oficiais do MFA aos oficiais superiores da Junta de Salvação Nacional (JSN). 51m05: Reportagem "Ocupação da RTP: madrugada do 25 de Abril". 56m16: Entrevista a Otelo Saraiva de Carvalho em que explica o plano de operações da Revolução de 25 de Abril de 1974 incluía os meios de comunicação social, nomeadamente a RTP, e a António Reis, cofundador do PS e historiador, sobre a tarefa de emitir, através da RTP, a posição do MFA e os problemas que dificultaram essa missão. 01m00m21: Reportagem "adeus ao lápis azul". 01h02m45: Entrevista a Mário Zambujal, jornalista e antigo chefe de redação do jornal "O Século", sobre o ambiente festivo nos jornais e o facto da censura ser coisa óbvia num regime que não aceita a contestação e a disputa nas redações que se seguiu à revolução. 01h06m10: Diana Andringa lê lista e refere exemplos de jornais que estiveram envolvidos em confrontos ideológicos e políticos na comunicação social e António Reis pronuncia-se sobre as dificuldades inerentes aos processos de transição para a democracia e reflete as oscilações constantes da correlação de forças e Vítor Alves recorda o seu mandato como ministro Sem Pasta encarregado da Comunicação Social no pós-25 de Abril e os seus objetivos para constituir a Lei da Imprensa. 01h10m08: Reportagem "o fim de um regime". 01h15m49: Entrevista a Otelo Saraiva de Carvalho sobre o atraso na ocupação da sede da PIDE-DGS, declara desconhecer qualquer contacto do MFA com a PIDE contrariando Hugo dos Santos, esclarece que o Forte de Caxias e a sede da PIDE estavam no plano de operações mas que um capitão do MFA. no Regimento de Infantaria 1 da Amadora, declarou que as duas companhias previstas não iam participar na ocupação e deixou de haver condições para as substituir. 01h18m15: Entrevista ao Comandante Luís Costa Correia, responsável pela missão de ocupação da sede da PIDE/DGS, sobre a referida operação militar, a existência de alguma descoordenação entre os vários ramos das forças armadas, dando o exemplo que estava no Terreiro do Paço (já fora de missão) e é-lhe dada indicação para se juntar ao Regimento de Cavalaria 3 de Estremoz para cercar a sede da PIDE/DGS, e a destruição de documentos que segundo o entrevistado terão sido os de informadores. 01h21m00: Vítor Alves refere ainda as contradições entre o MFA e a JSN relativamente ao futuro da PIDE/DGS, que na noite da revolução é extinta e transformada pela JSN em Serviço de Informação Militar; Luís Costa Correia refere que é a sua estreia em televisão e recorda a ocupação da PIDE/DGS e o contacto que tiveram com agentes da policia política; Luís Piedade Faria refere o comportamento dos agentes da PIDE/DGS que estiveram presos no Forte de Peniche; Luís Costa Correia pronuncia-se sobre os abusos durante a revolução relativamente à movimentação de documentação e ao acesso à informação e controlo de arquivos. 01h29m06: Reportagem "acabou-se a Legião". 01h31m19: Entrevista ao Comandante Rui Sá Leal, membro da antiga Comissão de Extinção da Legião Portuguesa (LP), sobre a referida instituição militar e a sua situação quando a revolução aconteceu e as funções da Comissão de Extinção, a importância e posição da LP que dias antes da revolução Marcelo Caetano mandou desarmar por receio de golpe por parte do Almirante Henrique Tenreiro, a necessidade de destruir os arquivos para evitar maus usos, a atividade da Frente Automóvel de Choque (FAC), à época Agrupamento Especial de Oficiais (AEO), e dos Grupos de Intervenção Imediata (GII), uma espécie de "caceteiros". 01h39m55: António Reis reconhece que o aparelho repressivo da PIDE tem uma importância muito superior ao da LP e Rui Sá Leal corrige a versão dominante sobre o 28 de Setembro de 1974 acerca do envolvimento da LP.