Maria Flor Pedroso entrevista Viriato Soromenho-Marques
Maria Flor Pedroso, jornalista e editora de política da Antena 1, entrevista no estúdio da rádio, Viriato Soromenho-Marques, professor catedrático que começa por explicar a sua escolha musical, "Nos braços da tua mãe" de Pedro Abrunhosa e Camané, com "o regressar de velhas fronteiras" julgadas desaparecidas; fala das diferenças culturais e geográficas do continente europeu; comenta o bloqueio da Europa "por uma ausência de capacidade de imaginação construtiva"; assume a sua apologia ao federalismo europeu e fala do atual regime de "agonia lenta" que considera "absolutamente insustentável"; fala da Grécia e diz não ser crucial o problema da dívida mas "a questão deste modelo de construção europeia, que falhou"; pensa que o essencial na Grécia "é a mudança de atitude", o contrário "do "discurso do egoísmo" que ouvimos atualmente; comenta a atitude "extraordinária" do chanceler austríaco ao convidar Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia a visitar Viena que mostra "que a Europa ainda é algo mais que uma entidade económica com laços muito frágeis"; explica como o memorando da Troika se substitui aos parlamentos; comenta o artigo de Vítor Bento, economista publicado no "Observador", em que diz que Portugal está pior agora, do que em 2008; critica o Memorando da Troika; explica porque considera a atual União Europeia uma "realidade potencialmente monstruosa"; diz "que não devemos confundir o medo com a prudência" ao referir-se à posição portuguesa relativamente à Grécia; que a Europa devia seguir por uma política federalista, como fez os Estados Unidos da América; fala da sua presença numa plataforma de cidadãos de esquerda "Tempo de Avançar"; diz não compreender que os partidos na oposição não aproveitem o tempo para criar alianças europeias, "interlocutores no exterior"; e diz que a "raiz desta crise se situa numa união económica e monetária imperfeita que conduziu a uma situação de descalabro do sistema financeiro e bancário na Europa, que obrigou os Estados a endividarem-se para salvar o sistema financeiro" quando se continua a insistir "que são os povos que devem pagar através da austeridade e que viveram acima das suas possibilidades" e fala do papel constitucional do presidente da República.