Maria Flor Pedroso entrevista Manuel Alegre
Maria Flor Pedroso, jornalista e editora de política da Antena 1, entrevista no estúdio da rádio, Manuel Alegre, militante histórico do PS que começa por explicar a sua escolha musical," Canção com lágrimas, Palavras armas" com música e voz de Joana Alegre (filha) e letra do próprio, e conta que estava em Argel à data de 25 de abril de 1974, como poemas seus se revelaram coincidentes (quase proféticos) com aspetos da revolução, diz que gostou de ter sido deputado, vê o atual estado do país com tristeza e preocupação e acha que o objetivo da crise atual é a desvalorização do trabalho e dos salários, critica a subversão da Constituição, pensa que "não há mudança que não passe pelo Partido Socialista", que quando Portugal aderiu à Europa era para consolidar o regime democrático e fazer parte de um espaço de paz e prosperidade e não para a divisão atual entre norte e sul, gosta da seriedade e determinação de António José Seguro, secretário geral do PS, e está de acordo com muitas das ideias que defende, que fará campanha ao lado de Francisco Assis, cabeça de lista do PS à eleições europeias, que Paulo Rangel, o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP ficou (depois de ter emagrecido) muito agressivo "às vezes quase caceteiro", explica porque disse "a esquerda (maioritária) em Portugal não serve para nada", não afasta a ideia do PS ter uma maioria absoluta nas eleições legislativas de 2015, não crê que o PS possa fazer uma coligação (bloco central) com a direita para "uma política de austeridade que tem como objetivo empobrecer o país e acabar com o Estado social", que só estará na Assembleia da República nas comemorações dos 40 anos do 25 de abril, se lá estiverem os "militares de abril" que mereciam ser homenageados e comenta o reatar da amizade com Mário Soares e José Lello (históricos do PS).