Maria Flor Pedroso entrevista Luís Fazenda
Maria Flor Pedroso, jornalista e editora de política da Antena 1, entrevista no estúdio da rádio, Luís Fazenda, dirigente do Bloco de Esquerda (BE), que começa por explicar a sua escolha musical, "Que Força é Essa" de Sérgio Godinho com José Mário Branco; diz rejeitar o capitalismo e lutar por uma nova sociedade, tal como o BE tem agido para que tal aconteça; fala sobre o aparecimento do BE e de como foi um dos fundadores; rejeita a ideia de que o BE "se esteja a desfazer"; encara com naturalidade a entrada e saída de militantes do partido; comenta a sua opção de apoiar uma moção à convenção do partido que é contrária à da direção da qual faz parte; insiste em rejeitar que o BE "esteja esboroado"; considera que o BE devia ter "uma linha política mais clara" e voltar a ter um projeto autónomo, com propostas próprias e não envolver-se em questões de governabilidade e possíveis alianças; fala sobre as propostas comuns a todas as moções à Convenção do partido; comenta a nova liderança do PS, com António Costa; fala dos aspetos da moção que apoia (a de Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE) e que desaprovam atitudes anteriores do partido tais como o apoio do BE à segunda candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República e a moção de censura ao governo Sócrates; não quer comentar o aparecimento de novos partidos à esquerda; insiste que não aceita "revisões constitucionais para incorporar o tratado orçamental e mais políticas de austeridade", pugna pela reposição imediata dos direitos dos salários e das pensões; como veio da União Democrática Popular (UDP) explica a acusação feita por João Semedo, um dos coordenadores do BE, refutando que as suas opções sejam influenciadas pelas suas origens políticas; defende a possibilidade de um referendo interno no BE para o apoio a um candidato presidencial; diz que se a moção que apoia não for a vencedora na Convenção manter-se-á no partido acrescentado "que o "Bloco continuará unido e forte".