Hélio Oiticica – Museu é o Mundo

14:29:42

Paula Moura Pinheiro conversa com César Oiticica Filho e com Fernando Cocchiarale, os curadores brasileiros da exposição, Pedro Lapa, Diretor do Museu Coleção Berardo, em Lisboa, e Pedro Barateiro, um jovem artista português, numa visita guiada à exposição "Hélio Oiticica - Museu é o Mundo", patente no Museu Coleção Berardo, sobre a retrospetiva da obra de um artista que marcou a arte do século XX no Brasil.

  • Nome do Programa: Hélio Oiticica - Museu é o Mundo
  • Nome da série: Câmara Clara
  • Locais: Lisboa
  • Personalidades: Paula Moura Pinheiro, César Oiticica Filho, Fernando Cocchiarale, Pedro Lapa, Pedro Barateiro
  • Temas: Artes e Cultura
  • Canal: RTP 2
  • Menções de responsabilidade: Apresentação: Paula Moura Pinheiro Produtora delegada: Fátima Barros Produção: Mentes de Contacto
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Cor
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 16:9 PAL

Resumo Analítico

Imagens da esposição "Hélio Oiticica - Museu é o Mundo", dos convidados do programa, em off Paula Moura Pinheiro faz o resumo dos temas a tratar; genérico. Exterior do Museu Coleção Berardo, Arte Moderna Contemporânea, entrada da apresentadora, Paula Moura Pinheiro, grafismo com capa do disco "Tropicália" de Caetano Veloso criada a pensar em Hélio Oiticica, cartaz da exposição com retrato do artista. Reportagem sobre o Ano do Brasil em Portugal: grafismo com explicação do evento, intercâmbio cultural de 9 meses com programação cultural específica, que já aconteceu entre Brasil e a França, Brasil e a Rússia e com a Alemanha, grafismo com sites na Internet da Feira do Livro de Frankfurt e da Bienal do Livro no Rio, do Ano do Brasil em Portugal com o melhor das artes e do turismo, retrato de Marisa, Fadista, destaque no site para a programação cultural portuguesa no Brasil: o concerto de Marisa e a Exposição Columbano e Rafael Bordallo Pinheiro, retrato de Maria Helena Vieira da Silva, pintora, programação cultural brasileira em Portugal: destaque para fotografias da peça de teatro "Cartas de Maria Julieta para Carlos Drummond de Andrade, da peça "A Natureza do Olhar", da Companhia da Outra, a partir da obra de Álvaro de Campos, peça "A Missa dos Quilombos" da Companhia Ensaio Aberto, de Milton Nascimento, e "O Filho Eterno", do Coletivo Atores de Laura, a partir do livro de Cristóvão Tezza, retrato de Vinicius de Moraes, Músico que será homenageado, e fotografias do espetáculo de Naná Vasconcelos, músico, do colóquio internacional sobre os 100 Anos de Jorge Amado, da Retrospetiva de Glauber Rocha, cineasta, cartaz do Festival de Banda Desenhada da Amadora e fotografia do exterior da Casa Fernando Pessoa onde decorrerá o "Festival do Desassossego", retratos de Ferreira Gullar, Poeta e Crítico de Arte, e Arnaldo Antunes, Poeta e Músico, cartaz sobre a exposição no MUDE de Design Brasileiro, Mobiliário Moderno e Contemporâneo, e sobre a exposição de Hélio Oiticica (jornalista: Luís Caetano). Paula Moura Pinheiro conversa com Pedro Lapa, Diretor Artístico do Museu Coleção Berardo, sobre o artista escolhido para a exposição, Fernando Cocchiarale, Comissário da Exposição, grafismo com cartaz da Semana de Arte Moderna em S. Paulo, Brasil, 1922, quadro "O Lavrador de Café", de Candido Portinari, 1939, sobre o Grupo Frente, ao qual pertencia Oiticica sendo o seu expoente revolucionário, e César Oiticica Filho, Comissário da Exposição e sobrinho do artista, grafismo com capa do livro "Hélio Oiticica museu é o mundo" que acompanha a exposição, do qual é o organizador, sobre este pintor, pscultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas que morreu com 42 anos e sobre o qual fez um filme. Início da visita guiada pela exposição com Fernando Cocchiarale e César Oiticica Filho: destaque para conjunto de quadros ainda da época do Grupo Frente nos anos 50, com vocabulário geométrico, série de metaesquemas monocromáticos do fim dos anos 50, esculturas bilaterais suspensas do teto, relevos espaciais do início dos anos 60, obra escultórica Núcleo, obra "Delírio Ambulatório" com pedaço de asfalto do metro do Rio de Janeiro, peça "Penetrável nº1" de 1960, uma escultura tipo casinha onde se entra e a pessoa torna-se parte da obra de arte, tem como pré-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador, peças "Penetrável" de vários tamanhos no recinto exterior do museu, destaque para o "Parangolé", que ele chamava de "antiarte por excelência" e uma pintura viva e ambulante, um pano com múltiplos usos, imagens de Hélio demonstrando um Parangolé de plástico transparente, peça criada para a escola de samba da Mangueira em 1965, parangolés "Estou Possuído", "Guevaraluta" e "Capa da Liberdade", numa ótica de anarquismo romântico e libertário. Destaque para um conjunto de Penetráveis dispostos entre cascalho e areia e usando as cores do pintor holandês modernista Piet Mondrian, com trechos poéticos, interior de penetrável com tecidos de várias cores e padrões e com uma televisão retratando a situação das favelas, gaiola com papagaios vivos e plantas que servem de ambientação para os penetráveis, comparação com o Tropicalismo como corrente musical, o penetrável Tropicália de 1967, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970. Peça "Éden", 1969, Paula Moura Pinheiro faz a demonstração ao entrar na obra, penetrável contendo água, tenda Caetano / Gil, o conceito de Crelazer, um elogio ao lazer, ao prazer e à preguiça que conduz ao ócio criativo. Imagens da obra, feita em parceria com Neville d´Almeida, intitulada "Cosmococas", uma série de obras datadas de 1973, que constituem ambientes sensoriais com projeção de slides, bandas sonoras e diversos elementos táteis ligados ao cinema. Conversa com Pedro Barateiro, Artista Visual, fotografias das obras "O Oráculo Cínico" (Caixa Amazon), de 2010, "Quando acabei de fazer tudo o que tinha pensado fazer, sentei-me...", de 2010, e "Plateia" de 2008, da sua autoria, e sobre a influência da obra de Oiticica no seu trabalho. Despedidas e traveling sobre o conjunto de penetráveis da exposição.

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