General Humberto Delgado – III Parte

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Terceira e última parte dum documentário dedicado a Humberto Delgado, o "General Sem Medo". Montagem cronológica dos episódios e factos mais relevantes do seu percurso militar e político, ilustrados com imagens de arquivo e enquadrados por diversos testemunhos. Este último episódio incide sobre as circunstâncias que levaram ao assassinato de Humberto Delgado em Espanha, a 13 de fevereiro de 1965, na sequência da "Operação Outono" montada pela PIDE.

  • Nome do Programa: General Humberto Delgado - III Parte
  • Nome da série: Os Anos do Século
  • Personalidades: Humberto Delgado, Augusto Carvalho, António Rosa Casaco, Tito de Morais, Jaime Vilhena de Andrade, Pedro Ramos de Almeida, António Brotas, Adolfo Ayala, Marcelo Fernandes, Manuel Alegre, Emídio Guerreiro, Raul Rêgo
  • Temas: História, Política
  • Canal: RTP 1
  • Menções de responsabilidade: Realizador: José Eliseu
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Cor
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 4:3 PAL

Resumo Analítico

Imagens de arquivo: interior da PIDE-DGS, com aparelhagem de escuta e de rádio; fotografias dos agentes Barbieri Cardoso, Silva Carvalho, Rosa Casaco, Ernesto Ramos e Casimiro Monteiro; folhas do Processo Delgado; Paris à noite; cidade de Rabat; Oliveira Salazar com o general Muñoz Grandes; recortes de jornais sobre o assassinato de Delgado; Salazar com o embaixador espanhol na altura, César Moreira Batista e Ramiro Valadão; discurso de Salazar sobre a morte de Delgado; recortes de jornais com nota oficiosa do Governo sobre os implicados no crime; arquivos 409570, 35579, 10544, 10968, 2694, 19391, 35526, 27279, 132-57, 7605085, 405329, 5094940, 8156-67, 43819, 5284-70, 7610151 A, 126803, 1114-70, 6998-68, 7709180, 7709181 e outros usados nos dois episódios anteriores desta série; exterior do edifício da PIDE-DGS; cidade de Badajoz; movimento nas ruas e esplanadas; prédios; exterior do hotel Simancas; exterior do edifício dos correios; interior e exterior da estação de caminhos-de-ferro; posto fronteiriço de São Leonardo (Mourão), planície espanhola; Rivera de Olivenza, local onde Delgado foi morto; Vilanueva del Fresno; aspectos do local onde foram descobertos os corpos de Delgado e da sua secretária; documentos, tais como, os que comprovam a ligação entre Mário de Carvalho e a PIDE-DGS e o mandato de prisão passado pelo tribunal espanhol contra o assassino de Delgado; pormenores do monumento erigido em honra ao general Humberto Delgado em Cela Velha, sua terra natal; reconstituição do crime, segundo o libelo acusatório do 2º Tribunal Militar Territorial de Lisboa, processo 10074; Mário de Carvalho, em Roma (onde será recrutado pela PIDE-DGS); Augusto Carvalho declara que o Governo de Salazar precisava de apoios externos e que Delgado era um entrave a estes apoios, que a PIDE-DGS era impotente para o silenciar, o que leva o inspector Rosa Casaco, em 1962, a propor o assassinato de Delgado, recusado na altura, mas retomado com a entrada de Barbieri Cardoso na PIDE-DGS; um informador, com pseudónimo de “Oliveira”, infiltrado na proximidade do general, propõe o seu assassinato; Manuel Tito Morais fala de Henrique Cerqueira e de como estabeleceu relações com Delgado; refere documentos e informações falsos que Mário de Carvalho usou para se infiltrar junto de Delgado e participar na armadilha de Badajoz; Henrique Cerqueira diz que a ajuda da FPLN a Delgado estava condicionada ao seu (de Cerqueira) afastamento, que Delgado confiava em Carvalho e que pensava ser Mário Ruivo o infiltrado; Pedro Ramos Almeida fala da oposição de Cerqueira à instalação da FPLN em Argel, preferindo Marrocos, das falsas informações sobre o número de recrutados para o movimento e das ligações de Mário Carvalho com fascistas portugueses e italianos, do inspector Casimiro Monteiro (da brigada encarregada de assassinar Delgado) e da implicação de Carvalho no crime; Jaime Vilhena Andrade conta a apreensão de Delgado pela ida a Badajoz; António Brotas refere a escassez de meios financeiros de Delgado, que improvisa acções audaciosas, como a ida a Badajoz e a incredulidade da oposição em relação à sua morte; Adolfo Ayala conta a tentativa de todos os amigos de convencer o general a não ir a Badajoz, a despedida e o último contacto com Argel; anúncio do desaparecimento do general e início da campanha internacional para o resgatar; Marcelo Fernandes fala da tentativa do regime de responsabilizar a oposição pela morte de Delgado; relatos de Luís Gabardino, gerente do hotel Simancas, e de José Rodriguez, habitante de uma aldeia próxima do local do crime, dos movimentos do general antes da sua morte e de presenças suspeitas no local; Manuel Alegre fala do papel da FPLN na libertação de portugueses afectos ao general, da tentativa de Henrique Cerqueira e Mário Carvalho de culpabilizar a oposição; José Feijon relata a descoberta dos corpos; José Maria Crespo Marque, juiz espanhol que dirigiu o inquérito, afirma que este decorreu com independência; Raúl Rego afirma que o processo em Espanha foi falseado, depois da vinda a Portugal de Muñoz Grandes; Emídio Guerreiro dá a sua versão do sucedido e opina que o crime foi cometido pela PIDE-DGS e pelo regime vigente.

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