Fila T
Programa de caráter cultural conduzido pelo critico teatral Fernando Midões sobre teatro e questões relacionadas com as artes teatrais, com destaque para a peça de teatro "O Encoberto" de Natália Correia pelo Companhia Repertório - Cooperativa Portuguesa em cena no Teatro Teatro Maria Matos em Lisboa.
Resumo Analítico
Entrevista a Natália Correia sobre o significado histórico da sua peça "O Encoberto", a euforia sebástica vivida com a campanha presidencial de Humberto Delgado nas eleições presidenciais de 1958 e a tendência nacional para procurar refúgio no absurdo em momentos de crise alternado com cartaz na fachada do Teatro Maria Matos. 04m27: Cena do "Purgatório dos Comediantes" da peça de teatro "O Encoberto" com os atores Catarina Avelar, Ruy de Carvalho e Armando Cortez; Natália Correia refere as razões da escolha do mito sebastianista, a tendência coletiva nacional de sair de uma situação irracional através de nova irracionalidade e a atualidade da peça. 09m30: Excerto da peça com os atores Ruy de Carvalho, Armando Cortez, Vasco de Lima Couto, Fernanda Borsatti e Vítor de Sousa. 14m37: Entrevista a Carlos Avilez, encenador, sobre as preocupações pessoais e profissionais presentes durante o trabalho de encenação e a função de um espetáculo deste tipo no despertar do público e das consciências; excerto da peça com os atores Ruy de Carvalho, Vítor de Sousa e Vasco de Lima Couto. 18m13: Carlos Avilez destaca a coincidência estética entre a conceção da autora e a sua encenação apesar da liberdade criativa concedida por Natália Correia e defende-se de ataques relativos a encenações suas anteriores. 20m26: Excertos da peça com João de Carvalho, Ruy de Carvalho, Armando Cortez e Vítor de Sousa alternado com fecho de pano de cena pintado por Lima de Freitas. 25m50: Carlos Avilez salienta a capacidade de entrega ao trabalho de todos os elementos da companhia, a sua total responsabilidade pelo resultado final e o trabalho plástico de Lima de Freitas; excerto da peça com os atores Victor de Sousa e Ruy de Carvalho. 27m29: Natália Correia refere a existência de múltiplas linhas de leitura da peça, defende o modo como Carlos Avilez, Lima de Freitas, Fernando Guerra e os atores conseguiram conciliar todas esses aspetos, fala da presença na sua produção literária de uma estética feminista e reafirma o carácter revolucionário e social da arte.