Entrevista a Cavaco Silva – Parte I

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Primeira parte da entrevista conduzida pelos jornalistas António Amaral Pais, Carlos Cáceres Monteiro, do "O Jornal", Mário Bettencourt Resendes, do "Diário de Notícias", ao primeiro-ministro, Cavaco Silva, sobre questões de governação e de política nacional.

  • Nome do Programa: Entrevista a Cavaco Silva
  • Nome da série: Primeira Página
  • Locais: Portugal
  • Personalidades: António Amaral Pais, Carlos Cáceres Monteiro, Mário Bettencourt Resendes, Aníbal Cavaco Silva
  • Temas: Economia e Finanças, Política, Sociedade
  • Canal: RTP 1
  • Menções de responsabilidade: Apresentação: Margarida Marante. Produção: Teresa Claro. Realização: Manuel Tomás.
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor: Cor
  • Som: Mono
  • Relação do aspeto: 4:3 PAL

Resumo Analítico

António Amaral Pais introduz o convidado e faz um breve resumo da governação do Primeiro-Ministro, Cavaco Silva discorda da análise veiculada pelo jornalista sobre a atuação, no presente momento, do Governo e resume as iniciativas legislativas e governativas em curso, sobre o silêncio e falta de transparência de que é acusado, em relação às medidas tomadas e a tomar, convida os analistas a lerem o Programa do Governo, justifica a renovação da equipa governamental por uma questão de imagem e para que os políticos possam desempenhar outras funções, e os ministros que mudam de pasta pelas provas dadas e capacidade de trabalharem outro assunto, afirma prezar a opinião pública e a comunicação social, embora nem sempre haja uma correspondência entre ambas, reitera a ideia que não há silêncio por parte do Governo, afirma que o Governo não vai ceder a pressões, mediante as críticas por parte da oposição, não mostra preocupação com a sugestão de movimentação de massas por parte do Partido Comunista. Justifica a necessidade de aliviar o peso das empresas públicas, pelas privatizações, para fomentar a eficiência no funcionamento da economia e para competir no mercado externo, no processo de privatização diz não ser imperativo que a empresa seja lucrativa, e que o Governo vai avançar caso a caso, respeitante à calendarização, diz ser até ao final do ano que será apresentada a lei que permite a transformação das empresas em sociedades anónimas, traça os benefícios da bolsa, assume-a como sendo fundamental numa economia de mercado como a de Portugal, que fomenta a poupança, facilita o seu caminho para as aplicações socialmente mais rentáveis e permite que as empresas se financiem de forma adequada, e afirma que a economia nacional é a que mais está a crescer na Europa, salienta ainda que quem compra uma ação corre um risco, portanto há uma especulação que até pode ser aceitável, diz que existem alguns casos na Bolsa de Valores de Lisboa e também na do Porto uma excessiva especulação, há ações com cotações sem fundamento, o governo está preocupado com os cidadãos com menos conhecimentos que compram ações porque acham que lucro é fácil venham a ser prejudicados no futuro, salienta que o governo criou uma medida para estes casos, Auditor Geral das Bolsas de Valores, que tem a função de fiscalizar, de inspecionar e de informar, e espera que esta medida contribua para acalmar a excessiva euforia que está a haver, não acredita que a Bolsa de Valores de Lisboa possa algum dia estoirar, o que acha possível é as cotações das ações serem incorretas, ou seja irrealistas. Sublinha que a economia portuguesa é muito forte e que o governo tem razões para estar otimista quanto ao futuro, e que os estrangeiros estão a investir em Portugal, ou seja, confiam em Portugal. Informa sobre a existência de medidas administrativas para controlar a euforia que existe na compra de ações, e salienta que a economia portuguesa está a crescer, salientando que é a economia da europa que mais está a crescer, cerca de 4,7%, e o investimento 15%, há razões para haver alguma euforia, mas também há casos em que se está a vender "Gato por Lebre", tem que haver cuidado, que a função do governo é informar e tomar algumas medidas administrativas, mas não está no seu alcance impedir qualquer cidadão que esteja disposto a pagar por um preço muito elevado uma certa ação, considera benéficas as privatizações decorrerem numa altura de euforia na bolsa, indica as razões pelas quais é salutar o aumento do poder de compra.

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