Conferência “O Presente e o Futuro do Sector Bancário”
Em direto de Lisboa, intervenção de Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, na conferência sob o tema "O presente e o futuro do sector bancário", em que afirma que é necessário um waiver, um regime de exceção da União Europeia para a banca nacional como foi aplicado aos bancos do Norte da Europa no momento da sua capitalização há uns anos, organizada pela Associação Portuguesa de Bancos (APB) e pela estação televisiva TVI.
Resumo Analítico
"Se for negociado com as autoridades europeias esse waiver, isso permitirá "?intervir sem encostar os bancos ao mecanismo perigoso da resolução", e lembra que, na altura, os bancos do sul da Europa não tiveram problemas (em 2008 e 2009) porque tinham de ir ao mercado buscar poupança (dos outros). (...) "É fundamental que os bancos se possam libertar destes activos", pedindo que se use o modelo italiano como "protótipo" e que se peça um regime de exceção às autoridades europeias semelhante ao que tiveram os bancos do norte da Europa em 2008 e 2009 (após a crise do subprime norte-americano), isto para evitar que as ajudas públicas inerentes obriguem à resolução de bancos. 09m36: Identifica três problemas a resolver de forma sistémica na banca nacional: "A herança do passado em termos de ativos não produtivos que entraram nos balanços dos bancos pela execução de garantias ou por dações em pagamento e que exige uma intervenção da UE"; o segundo problema é o dos impostos indiretos que o Governo tem de tornar tangíveis e permanentes para não se perderem, dada a importância para os banco; o terceiro é a reestruturação do sistema bancário, sobretudo ao nível da gestão. "É uma peça para três atores (UE, Estado e a gestão dos banco)";" Temos de os resolver para que a banca volte a ter um ROE da ordem dos 10% a 12%".