Condenados à nascença
Reportagem da jornalista Daniela Santiago, sobre casos de negligência médica durante o parto, e a dificuldade em prová-la em tribunal, depoimentos de pais que afirmam ter sido vítimas de erro ou negligência no nascimento dos filhos.
Resumo Analítico
Crianças cantam no infantário, imagem do Gonçalo, ao colo da ama, criança de quatro anos que tem de 95% de incapacidade permanente, alegadamente provocada por uma asfixia durante o parto, no hospital de Mirandela, Gonçalo em casa com a mãe e ama. Declarações de Isabel Bragada, mãe do Gonçalo, acerca dos problemas que ocorreram durante o parto, placa indica "Unidade Hospitalar de Mirandela", exterior da Unidade, declarações de Isabel Bragada, acerca da ausência da obstetra durante o trabalho parto, declarações de Mário Damasceno, pai do Gonçalo, Gonçalo em casa sentado numa cadeirinha, com os pais e a ama, que brinca com a mão da criança, o pai do Gonçalo, refere as declarações da médica que responsabiliza a mãe, por não ter colaborado no parto, declarações de Isabel Bragada, acerca do processo judicial do qual é deduzida acusação, à médica de negligência grave e à enfermeira parteira do não cumprimento dos deveres profissionais, exterior do Hospital de Mirandela. Imagem, do parecer técnico do Prof. Pinto da Costa, especialista em medicina legal, folhas dactilografadas. Exterior do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano, declarações de Manuel Sampaio da Veiga, Diretor Clínico do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano acerca da promoção da médica acusada, a diretora do serviço de obstetrícia deste centro hospitalar, Gonçalo ao colo do pai. Epitáfio do túmulo de Leonel Rosas, bebé que viveu um ano, Dora Sousa, mãe de Leonel no cemitério junto à campa, declarações de Dora Sousa, acerca do trabalho de parto, realizado no Hospital Reynaldo dos Santos em Vila Franca de Xira, com imagens do exterior do hospital, Dora Sousa mostra álbum com fotografias de Leonel, relatório clínico onde consta a informação de "Asfixia grave com traumatismo do parto...", com fotografias de Dora e Leonel na maternidade. Gráfico com as declarações da diretora clínica do Hospital Reynaldo dos Santos, acerca deste caso. Declarações de Ana Gonçalves, mãe do bebé que morreu durante o parto no hospital Amadora Sintra, casal Ana e Lino Gonçalves com uma filha deficiente, durante uma sessão terapêutica de hipoterapia com um cavalo, declarações de Ana e Lino Gonçalves, acerca do parto, e do desaparecimento durante meses do corpo do bebé, devido a uma falha da casa mortuária do Hospital Amadora Sintra. Imagens do relatório da Inspeção Geral de Saúde que responsabiliza o médico obstetra, pelo sucedido, Lino Gonçalves, faz referência à negligência médica verificada, locução, acerca do processo judicial relativo este caso, do hospital Amadora Sintra, CUF Descobertas, e de interior do tribunal. Declarações de Lino Gonçalves acerca do processo judicial, declarações de Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos, acerca da culpa médica e das provas. Declarações de Francisco Caldeira, cuja mulher e o filho morreram em 1992, no Centro Hospital do Funchal devido a alegada negligência ou erro no parto, Francisco Caldeira folheia álbum de fotografias onde se vê a mulher, Maria José e filha do casal, imagem de documento do Tribunal Administrativo do Funchal acerca deste caso, declarações de Francisco Caldeira, intercaladas com breves imagens do exterior e interior do Centro Hospital do Funchal, declarações de Filomeno Paulo Gomes, Presidente do Conselho Administrativo dos Serviços Regionais de Saúde da Madeira, acerca da condenação do tribunal que atribui a negligência à instituição hospitalar e não aos médicos.