As Fundadoras – Parte I
Primeira parte do programa apresentado por Natália Correia, poetisa e escritora, sobre o lado matriarcal da vida portuguesa, sobre Mumadona, condessa de Portugal no século X durante o primeiro condado Portucalense, D. Teresa, mãe de Afonso Henriques e Maria Ribeiro Pais, primeira musa da poesia portuguesa, três mulheres que se distinguem na pré-nacionalidade e nos primórdios da nacionalidade.
Resumo Analítico
Natália Correia explica que nesta série de programas pretende salientar a perspetiva feminina da história que tem sido subestimada, começando pela galeria das fundadoras. Estátua da Condessa Mumadona, descendente de Vimara Peres que viveu no século X, da autoria do escultor Álvaro de Brée, Natália Correia explica que Mumadona Dias teve uma ação decisiva para o desenvolvimento do burgo que veio a ser o centro político da nacionalidade, Fátima Murta, atriz, interpreta as palavras de Mumadona que nos chegam através do seu testamento, onde são dados a conhecer os desígnios desta e que tanto alcance tiveram para a nacionalidade. Natália Correia explica que por morte do marido de Mumadona, Vimaranes, que veio a ser Guimarães, vai caber à sua filha Onega mas acaba por voltar às mãos de Mumadona, Fátima Murta interpreta Mumadona que explica porque mandou edificar um convento, Natália Correia conclui que devido ao pecado da filha Vimaranes passa para Mumadona, interior do mosteiro de São Mamede, fundado por Mumadona e à volta do qual de desenvolveu o burgo vimaranense, Natália Correia refere-se à biblioteca de Mumadona, Fátima Murta interpreta Mumadona que nos fala da construção do castelo de Guimarães, exterior da torre do castelo. Natália Correia fala das ameaças na origem da construção do castelo e explica que a maldição que Mumadona lança àqueles que deixassem o castelo em mãos estranhas já traduz um sentimento de autonomia, termina esta fundadora falando do seu papel no desabrochar da nacionalidade, castelo de Guimarães. Natália Correia apresenta Dona Teresa, mulher importante por ter gerado Afonso Henriques e também pela sua ação política, gravuras do conde D. Henrique e de Dom Raimundo, cavaleiros franceses que ajudaram Afonso VI de Leão e Castela a conquistar o Reino da Galiza, Natália Correia fala dos talentos de Dona Teresa e do seu especto físico que era descrita por Dom Henrique em diplomas oficiais como "formosíssima", gravuras retratando Dona Teresa. Natália Correia fala da política independentista de Dona Teresa após a morte do seu marido Conde Dom Henrique, túmulo do conde D: Henrique na capela-mor da Sé de Braga, Natália Correia fala da intervenção de Dona Teresa contra a soberania da irmã na guerra civil na Galiza, os atores, Fátima Murta e José Guilherme Filipe, interpretam a ligação de Dona Teresa com o galego Fernão Peres. Natália Correia fala da invasão de Portugal por Dona Urraca, sua irmã, e da prisão de Dona Teresa na sequência da sua derrota em Lanhoso, exterior do Castelo de Lanhoso. Natália Correia refere-se ao Tratado de Lanhoso e aos benefícios que este trouxe a Dona Teresa que mesmo após a derrota conseguiu salvar o seu governo do Condado Portucalense, gravura retratando Fernando Peres e Dona Teresa, torre do castelo de Guimarães, Natália Correia explica porque é este amor foi fatal para Dona Teresa e explica a intenção da escolha da mesma intérprete para protagonizar as mulheres que desfilam neste programa, os atores, Fátima Murta e José Guilherme Filipe interpretam diálogo entre Dona Teresa e Fernão Peres, excerto da peça "Egas Moniz" da autoria do historiador Jaime Cortesão. Natália Correia fala da ligação de Fernão Peres de Trava ao arcebispo Gelmires cujas manobras convinham aos objetivos de Dona Teresa, imagem da placa "Aqui nasceu Portugal" no exterior do castelo de Guimarães, estátua de Dom Afonso Henriques da autoria de Soares dos Reis.