As Amazonas – Parte I
Primeira parte do programa apresentado por Natália Correia, poetisa e escritora, dedicado às mulheres guerreiras da História de Portugal.
Resumo Analítico
Natália Correia fala sobre o mito das Amazonas, eram as integrantes de uma antiga nação de guerreiras da mitologia grega, Heródoto colocou-as numa região situada às fronteiras da Cítia, na Sarmácia, entre as rainhas célebres das amazonas estão Pentesileia, que teria participado da Guerra de Troia, e sua irmã, Hipólita, cujo cinturão mágico foi o objeto de um dos doze trabalhos de Hércules, saqueadoras amazonas eram frequentemente ilustradas em batalhas contra guerreiros gregos na arte grega, nas chamadas amazonomaquias, gravuras de mulheres guerreiras, Templo de Diana, em Évora; Natália Correia fala sobre Deu-La-Deu Martins, uma personagem lendária da história de Monção, sendo lhe atribuído o feito de ter enganado os castelhanos à época das Guerras fernandinas, estátua de Deu-la-Deu em Monção, vistas de Monção, Festa do Linho em Moreira, Monção, preparação do linho, fiação e tecelagem num tear manual, brasão de Moreira Monção, Rio Minho, encenação do Mito e relato histórico da participação de Deu-La-Deu na defesa de Monção, igreja da vila, fachada e seu interior, mural de Amândio da Silva sobre a lenda. Natália Correia fala sobre Monção que teve carta de foral de Dom Afonso III datada de 12 de Março de 1261, em que tornou-se célebre no decurso das guerras fernandinas, devido à enérgica ação de Deu-la-deu Martins, esposa do alcaide local, que conseguiu pôr fim ao cerco que os castelhanos lhe impuseram, atirando-lhes com os seus últimos víveres, é esse o motivo pelo qual ainda hoje aparece, nas armas desta vila, uma mulher a meio corpo, em cima de uma torre, brandindo com um pão em cada uma das mãos, à sua volta surge, numa bordadura, a divisa da vila, corruptela do nome da heroína, "Deus o deu, Deus o há dado", vistas do rio Minho. Casa onde viveu Deuladeu Martins, janela renascentista. Igreja matriz de Monção, de estilo românica datada dos finais do século XII, erguida num dos largos do núcleo medieval da vila, homenageando a figura de Deu-la-deu Martins, a fachada do templo é rasgada por um portal românico composto por três arquivoltas, decoradas por elegantes botões florais e motivos geometrizastes, assentes em seis colunelos com capitéis vegetalistas e dourados, sobrepujando o portal rasga-se um óculo circular, interior da igreja, capela forrada por um meritório lambrim de azulejos contrastando com a talha dourada do retábulo, na sacristia estão algumas peças litúrgicas de grande qualidade, com especial destaque para um cofre de origem árabe e a ostensiva e grandiosa custódia em prata dourada, ornamentada obra de ourivesaria do século XVI, no braço direito do transepto salienta-se o referido mausoléu de Vasco Gomes de Abreu, alcaide de Monção em tempos de Dom Fernando, empreendimento concretizado em 1679 por um dos seus descendentes. Natália Correia, fala sobre Brites de Almeida, resumo histórico, Coucinha, entre Faro e Loulé, considerada terra natal de Brites Almeida, Loulé e a Ria de Faro, barro de Rosa Ramalho, sobre a Padeira de Aljubarrota.