Acordo de Lusaka entre Moçambique e Portugal
Reportagem do jornalista Cesário Borga sobre o Acordo de Lusaka assinado entre a FRELIMO e o Governo de Portugal, a 07 de setembro de 1974, que estabelece e formaliza o processo de reconhecimento da independência nacional de Moçambique prevista para 25 de junho de 1975 e a constituição do governo de transição.
Resumo Analítico
Vistas de Lusaca (Lusaka) na Zâmbia a partir de automóvel em movimento; exterior do Hotel Intercontinental Lusaka; Mário Soares, ministro dos Negócios Estrangeiros, e António de Almeida Santos, ministro da Coordenação Interterritorial, respondem a questões colocadas pelos jornalistas, entre os quais Cesário Borga, sobre a constituição de um governo de coligação com representantes da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e do governo português após as negociações, a existência de bases para um acordo e a notícia divulgada pela Reuters de que a independência de Moçambique estaria prevista para junho ou julho de 1975. 25m28: Exterior da "State House" em Lusaca; Ernesto Melo Antunes, ministro sem Pasta, e Mário Soares caminham em corredor e entram em sala; delegações portuguesa e moçambicana cumprimentam-se no exterior e assistem, juntamente com Kenneth Kaunda, presidente da Zâmbia, e os representantes das delegações, à leitura do acordo alcançado em Lusaca por Joaquim Chissano, chefe do Departamento de Segurança da FRELIMO, ilustrado por imagens de arquivo de militares portugueses durante o conflito. 37m22: Samora Machel, presidente da FRELIMO, e Ernesto Melo Antunes assinam o acordo na mesa de reuniões; declarações de António de Almeida Santos sobre os seus contactos com os dirigentes da FRELIMO; discursos de Ernesto Melo Antunes e Samora Machel e abraço entre ambos durante a cerimónia de assinatura do Acordo de Lusaka.