A Situação da Agricultura em Portugal – Parte II
Segunda parte do debate moderado pela jornalista Margarida Marante sobre a situação da agricultura em Portugal com os seguintes convidados em estúdio, António Barreto, sociólogo, professor universitário e ex-ministro da Agricultura, Henrique Granadeiro, economista, administrador da Fundação Eugénio de Almeida e empresário agrícola, Telmo Martinho Pato, presidente de uma cooperativa agrícola na área dos laticínios, António Avilez, engenheiro agrónomo, agricultor e responsável por uma das maiores casas de vinho portuguesas, e Rosado Fernandes, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal e Lino Carvalho, secretariado das Unidades Cooperativas Agrícolas, sobre os problemas do sector, as propostas e soluções para o futuro.
Resumo Analítico
Rosado Fernandes, comenta a falta de autoabastecimento do país, os problemas estruturais e a continuação de erros do passado, como sendo os principais problemas que afetam a produção agrícola. Lino de Carvalho, Secretariado das Unidades Coletivas de Produção, critica a política agrícola por privilegiar os grandes proprietários e grandes empresas agrícolas, embora elogie a criação de emprego e o aumento da produção, considera que é necessária uma alteração de fundo à política agrícola. Henrique Granadeiro refere-se à viabilidade das UCP´S, António Barreto critica a atuação destas. Lino de Carvalho justifica a viabilidade das unidades cooperativas de produção, os convidados discutem quais os objetivos de uma reforma agrária, Rosado Fernandes demonstra a posição da CAP relativamente à integração de Portugal na Comunidade Económica Europeia. Cada um dos convidados tece a sua opinião sobre o que devia ser feito no futuro, relativamente à questão da agricultura, Telmo Martinho Pato realça a falta de ordenamento de território, António Avilez destaca a necessidade de implantar um sector de educação agrícola e a necessidade de definição das zonas demarcadas para a cultura da vinha. Lino Carvalho aponta a necessidade de uma política adequada à realidade portuguesa e que se baseie nos recursos nacionais, Henrique Granadeiro sublinha o problema de natureza política e económica e a necessidade de construção de uma nova ordem económica. António Barreto refere a necessidade de condições de exercício de um novo poder político, criticando desta forma o Presidente da República e o Parlamento, Rosado Fernandes refere a aposta na formação agrícola, a extensão rural ligada à Universidade e necessidade de investigação aplicada.